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A Esquina do Desencontro

Histórias de Desencontros Ficcionais (ou Não) na Esquina da Vida

A Esquina do Desencontro

Histórias de Desencontros Ficcionais (ou Não) na Esquina da Vida

Whose Papers?

A histeria moralizante desmesurada que se despoletou em torno dos “Whose Papers” faz crer que a cegueira financeira civilizacional está para durar mascarada de cândida inocência infantil e imatura, menos expectável nos tempos correntes do que seria em tempos, enfim, “menos informados”.

Afinal, queremos mesmo ver a realidade ou discretamente contorná-la, com excuses que, nesta fase avançada do campeonato (des)regrado, parecem despropositadas, descontextualizadas e complicometradas? A verdade, de todos é conhecida há já large amount of wasted precious time. Estes meandros e artifícios legais e financeiros não são propriamente uma novidade cadente ou surpreendente. As lacunas legais que protegem o sistema financeiro promovem práticas, digamos, menos transparentes, mas, ainda assim, aceitáveis, legais e dentro dos padrões moralmente operacionalizados pelas estruturas políticas civilizacionais. Por isso, o pasmo, o espanto em redor de todas estas pseudo “avarias institucionais, colectivas ou individuais” pauta-se apenas pelo furor noticioso evidente e incontornável causado pelo desconforto temporário deste escândalo que faz repensar a sabedoria financeira cumulativa fiada. Se acreditarmos piamente que a classe política ou elitista está carente de moralismos, aí sim, estaremos verdadeiramente descrentes. Os esquemas, os negócios, as tramas são comummente aceites por quem conhece minimamente as politiquices encenadas que vão descambando pelo mundo.

A investigação profunda e premente é de louvar, sem dúvida alguma, não descurando obviamente todo o trabalho envolvente e não menosprezando o pertinente interesse social, no entanto, e apesar de, esporadicamente, fazer cair políticos e outros pares, continua a parecer um esforço inglório e inconsequente. Na realidade, muito se produz, muitos factos se apresentam, muito esforço efectivo está envolvido e nada verdadeiramente muda, porque aquando da hora da verdade, há sempre um protectorismo globalizante que escuda determinadas “associações” mais iluminadas e documentadas.

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