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A Esquina do Desencontro

Histórias de Desencontros Ficcionais (ou Não) na Esquina da Vida

A Esquina do Desencontro

Histórias de Desencontros Ficcionais (ou Não) na Esquina da Vida

Uma Outra Vida

O desejo de um passado inóspito e desconhecido recente, influenciado pelos antigos astronautas da Terra ou da Lua ou de Marte ou, simplesmente, dos Céus, transporta o sonho humano muito além da realidade virtual que nos é vendida efusiva e patologicamente, há centenas de anos terrestres, desviando-nos assim as atenções das mitológicas lendas ancestrais que invadem o sonho e a fantasia do folclore emblemático, enraizado na cultura ficcional de neurónios pensantes sabedores. Estaremos sós neste imenso universo opaco? Seremos os únicos civilizacionalmente avançados (ou não), nestes tempos de progresso tecnológico extraordinário e de viagens fenomenais, para além do desconhecido conhecido ou por conhecer, deambulando erroneamente, numa pista galáctica escondida na periferia da estação espacial? Cientistas e estudiosos reflectem sobre a determinante temática inconquistada, há já muitas gerações de iluminadas luas, no entanto, é plausível que o comum mortal leigo, menos iluminado e elucidado talvez, também matute sobre os assuntos que fazem mover misteriosamente os mundos paralelos ao nosso. Influências extra-terrenas siderais, quem sabe? Atomicismos moleculares desconectados? Infiltrações mentais obtusas, dignas de ficção científica rasca e questões seculares pertinentes e angustiantes, ainda sem resposta fidedigna, ou simplesmente o pequeno e humilde (ou não) génio humano em acção atemporal, lutando contra a ignorância e a inocência do cumprimento e da satisfação das necessidades puramente básicas, num ir mais além imprevisível e surpreendente? Disfunções cognitivas? Buracos negros cerebrais? Memórias de outros patamares existencialistas? Incógnitas variáveis e variáveis distorcidas? O mundo é demasiado grande. Dizem. O universo, supostamente conhecido (ou por conhecer), ainda mais. Dizem. O que constatamos nós? O que nos dizem. Como o comprovamos? Acreditando, confiando. A verdade é o que nos quiserem dar a conhecer. Os segredos universais fechados estanquemente, sob pena de avarias caóticas auto-destrutivas sociais e civilizacionais, impedem uma progressão autónoma e independente sobre o questionamento enigmático, associado às grandes conquistas antropológicas e arqueológicas. A vida do corpo é demasiado insignificante e minimalista, frágil, num todo globalizante, para podermos acredita que o fim do agora, é a linha do horizonte. As vidas dos outros, algures, esperam por nós. Têm de esperar. Somos observados e escrutinados. Ou somos nós que observamos e escrutinamos, no imediato, alive? Seremos suficientemente inteligentes para ultrapassar a humildade infantil dos nossos estares rotineiros e seguros, feitos de simplicidade factual e comportamental, e das nossas preocupações terrenas? Onde está o espírito crítico construtivo, a curiosidade, o verdadeiro empreendedorismo planetário, a busca por algo maior e melhor para todos individualizada? Um longuíssimo caminho árduo foi percorrido dolorosamente, com muitos avanços, mas, também, muitos retrocessos, no entanto, continuaremos, determinados, quer-se crer, nesta senda sistémica cósmica para um novo reencontrar, num espaço perdido e esquecido, de um novo ninho, uma nova morada, uma nova vida.

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