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A Esquina do Desencontro

Histórias de Desencontros Ficcionais (ou Não) na Esquina da Vida

A Esquina do Desencontro

Histórias de Desencontros Ficcionais (ou Não) na Esquina da Vida

Terramoto de Emoções

Aquela madrugada foi demasiado intensa e devastadora para as populações desprevenidas, fragilizadas pelo sono dos justos e pela noite silenciosa e embaladora. Tomado de sobressalto, o gentio tombou ingloriamente, qual folha de papel volatilizada pelo fogo ardente que escalou e eclodiu, sob a forma de ondas de choque revoltosas, brutal, emanando das entranhas implacáveis, resultado do choque violento de placas na crosta, tantas vezes, propositadamente esquecidas, porque intimidam. A desolação impera. O medo invade. Os sonhos parecem esfumar-se, vão-se, simplesmente. O mundo desabou abruptamente. O casario sucumbiu descalço. A vida parou no momento. Os nomes perderam-se temporariamente. Os corpos esconderam-se inusitadamente. As emoções descontrolaram-se na assolação das mentes debilitadas. As rotinas estalaram contínuas. O tempo urge. O tempo passa demasiado rápido. O tempo foge. Há que salvar quem sobrevive, quem respira, quem luta miraculosamente, ainda, por um vislumbre de luz ao fundo do túnel, pelas faces dos intrépidos socorristas voluntariosos, pelo abraço acalorado do venturoso astro rei, pelo abraço sentido de quem ama os seus e lhes sente a falta, pelo reencontro e pelo perdão existencial. Um terramoto de emoções caiu, como um manto velado fúnebre sob aldeias e vilas. A inocência dissipou-se. Haja fé, haja esperança. As preces de muitos estão encomendadas e focalizadas. A tristeza aperta a alma, mas a resiliência é uma arma letal e quase tudo será recuperado, uma vez mais, porque a vida continua, a vida continuará, a vida perdurará. Todos o recordarão. Todos serão recordados. Todos superarão. Todos sorrirão, um certo dia, de novo. É certo. E a paz retornará num tempo ainda indeterminado.

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