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A Esquina do Desencontro

Histórias de Desencontros Ficcionais (ou Não) na Esquina da Vida

A Esquina do Desencontro

Histórias de Desencontros Ficcionais (ou Não) na Esquina da Vida

Sonhos Descontinuados

A sombra moveu a luz,

Peneirada na escuridão,

Assomou à janela indiscreta,

Eternizou no quadro estrutural a imaculada devoção.

 

Subiram-se escadas flectidas,

Desceu-se aos infernos desocupados,

Ouviram-se prantos absurdos,

Demoveram-se sonhos sonhados.

 

Resvalar na lama fina,

Escondida no outro relvado do caminho escuso,

Aventesmas deveras demagógicas,

Cadências fechadas no branco escuro.

 

Descontinuidade floral,

De perfumes feita gémea cega,

Mudez de nu natural,

Revela a silhueta esbelta e escultural.

 

Naquela era de sonhos descontinuados,

O mundo parou e a vida recriou-se,

A morte morreu viva,

E a regeneração dos mortais elevou-se.

 

As flores floriram,

As pétalas caíram,

A magia infiltrou-se nos poros finos esquecidos,

A fantasia e a cor voltaram e todos sorriram.

 

Sonhar, de novo, pode-se,

Abraçar os céus e as nuvens e o algodão doce,

Fazer rodas vivas de mãos bem apertadas,

Alegrar as faces com a felicidade suspensa, nem que num suspiro fosse.

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