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A Esquina do Desencontro

Histórias de Desencontros Ficcionais (ou Não) na Esquina da Vida

A Esquina do Desencontro

Histórias de Desencontros Ficcionais (ou Não) na Esquina da Vida

Seres no Abstracto

Há já alguns bons milhares de anos que a espécie humana acorda socialmente para a rotina do dia-a-dia. O acalentar da esperança de que o novo dia correrá bem melhor do que o anterior, determina a iluminura pontilhada e cintilante, irradiando energia positiva, das ligações neurais emocionais individuais que, juntas, no seu todo universal, formam o colectivo da alma socialmente humanizada.

O que faz, então, com que estas gentes improváveis, tão distantes entre si e ao mesmo tempo tão perto de tudo e todos, culturalmente ignorantes ou profusamente inteligíveis, letradas ou terra-a-terra, saudáveis ou no terminus da vida, sozinhas ou em tribos, desempregadas ou encaminhadas, sem abrigo ou de outras famílias, sonhadoras ou terrenas, mundanas ou simplistas, exuberantes ou recatadas, excêntricas ou subtis, poderosas ou lideradas, destemidas ou cobardolas, com história ou sem ela, com histórias para contar ou sem nada ou passado a que se agarrar, continuem a percorrer um caminho que lhes tolda a vista, guarda segredos, não augura coisa nenhuma, nem boa e que promete um sem fim de aventuras e imprevistos incontroláveis?

Sinceramente, não sei. E não acredito que alguém o saiba verdadeira e independentemente dos mananciais estudiosos dos académicos, das pesquisas científicas intermináveis, dos brainstorming constantes, das conferências emotivas, dos eventos empreendedores, dos diálogos em monólogo, dos projectos falhados, dos folhetos coloridos, dos prospectos inconsequentes, das teses trabalhosas, dos mestrados em panóplia, dos doutoramentos inacabados e outros que tantos afins.

Somos seres individualistas por certo e, por isso, a cada um o que é de si, o seu eu, o que é seu, a sua compreensão, a sua vida, o seu estar, o seu ser pleno. Acreditamos que existimos com um propósito maior, move-nos a esperança de encontrarmos o nosso lugar no mundo, o nosso cantinho, o nosso nest. Cada um percorre essa labuta como calha, da melhor forma que sabe, porque tudo o que lhes ensinaram, a vida, madrasta, os fará esquecer. Disseminam-se e minam-se os sonhos e a felicidade. Os seres crescem e partem-se. As marionetas também morrem. Mas erguem-se uma, duas, três, quatro, cinco vezes, as vezes que forem precisas para que o mundo não páre e a esperança não abrande, porque é a alternativa, a escolha, a opção que nos faz humanos, prosseguir e resistir. Quero crer.

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