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A Esquina do Desencontro

Histórias de Desencontros Ficcionais (ou Não) na Esquina da Vida

A Esquina do Desencontro

Histórias de Desencontros Ficcionais (ou Não) na Esquina da Vida

Ser ou Não Ser

A questão é profundamente pertinente e já leva uns quantos milhares de anos de análise filosófica, antropológica e sociológica. As lógicas são sempre interessantes, mas, muito raramente as compreendemos na sua estruturação argumentativa e contextualizante, porque, sejamos pragmáticos, nunca verdadeiramente as vivenciamos no seu sentido prático realista. Em boa verdade, se formos o que somos, realmente seremos, no mínimo, consumidos por estereótipos, estigmas, dúvidas existencialistas, paradigmas e mitos urbanos, descriminações perversas, ostracismo venturoso e castração social. Por muito que a espécie humana esteja suficientemente amadurecida e de “mente aberta” para acalentar novos e inovadores desígnios experimentalistas dos seus e dos outros, o conservadorismo funciona ainda como uma segurança cuja abertura do trinco intrincado subsiste para além do pensamento puramente terreno. Assim, torna-se muito mais fácil e apetecível não sermos o que somos, porque ajustamos a camuflagem temporária dos comportamentos aos padrões existencialistas standard exigidos e determinados pela conduta requerida da civilização que é projectada, desde o útero, e condicionada pelo enquadramento dos limites estabelecidos por credos, doutrinas, dogmas, orientações sociais e liberdades que se querem não tão libertadoras quanto seria expectável. O mundo centra-se nestas máximas e as lendas fictícias ganham vida em universos paralelos. A relativização da problemática aborda medos e fobias de dinâmica incontrolável. Ser ou não ser não é o cerne da verdadeira questão. Esta consiste sim, na significância da atribuição que fazemos aos actos, atitudes, comportamentos, princípios, valores, missões e visões. É uma significação única e distinta. Individualizada, portanto. Seremos, pois, capazes de a extrapolar para o colectivo desconhecido?

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