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A Esquina do Desencontro

Histórias de Desencontros Ficcionais (ou Não) na Esquina da Vida

A Esquina do Desencontro

Histórias de Desencontros Ficcionais (ou Não) na Esquina da Vida

Ser Feliz

A relatividade do subject é por demais intrigante e é acompanhada há séculos pelos estudos incessantes do colégio académico mundial. Também há muitos curiosos que extrapolam teses experimentalistas que funcionam, muitas vezes, como gatilho para novas buscas imateriais sobre a matéria codificada e ainda desconhecida de que o ser humano é feito. Na realidade, todos querem compreender e assimilar essa fórmula mágica que permite ao comum dos mortais encher-se de hormonas positivas, estados de flutuação ascendente libertadores, sorrir até mais não, encher o coração de alegria extrema e “always look on the bright side of life”! Até agora esta busca pela “pedra filosofal da felicidade” mostrou-se infrutífera, senão, como explicar que continuemos a ter um mundo de gentes tristes, chorosas, confusas, deprimidas, stressadas, desmotivadas? A fugacidade da Felicidade é mesmo efémera. O momento passa e ela foi-se. A coisa positivamente dura muito pouco e parece que os menos bons momentos são mais duradouros do que os bons, o que é deveras desconcertante! E sim, a Psicologia Positiva é isso mesmo, Psicologia que teoriza muito, mas acaba por personalizar pouco. Pois claro, é suposto seguirmos todos o mesmo padrão, padronização civilizacional e social, o mesmo fio condutor e não nos distrairmos com inovações ou novas visões ou novas perspectivas ou com mudanças e, de todo, com diferenciações extravagantes e exuberantes que dêem muito nas vistas. Então, o que acontece a quem quer ser Feliz, mas à sua maneira? A minha conceptualização, a minha emoção, a minha vivência, a minha experiência, o meu sentir, o meu ser, é muito diferente de indivíduo para indivíduo. O próprio colectivo social resvala contradições e personificações únicas e singulares. Acreditemos, por isso, que ser Feliz é o que cada um de nós consegue assimilar e apreender, naquele precioso momento fugidio e temporário, dos muitos episódios que se atravessam no caminho da nossa existência e que vamos recordar e saudar com aquele sorriso especial e terno, como foi sentido, como foi experimentado, como foi vivenciado, como nos encheu de energia e pensamento positivos, o que nos fez viver intensamente e querer continuar a viver ainda mais intensamente, mas em paz e harmonia, com a serenidade dos sábios, procurando os pequenos prazeres e aquelas pequenas coisas que conjugadas contribuem para sermos seres mais completos, mais preenchidos, mais dados, mais receptivos, mais equilibrados. Porque cada um de nós traz para o mundo qualquer coisa de brilhantemente única, um dom, um estar, um saber, um ser. Ser Feliz, afinal, porque não?

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