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A Esquina do Desencontro

Histórias de Desencontros Ficcionais (ou Não) na Esquina da Vida

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Histórias de Desencontros Ficcionais (ou Não) na Esquina da Vida

Provas de Aflição

Uma vez mais, a emoção de um ano lectivo que surpreende invariavelmente e sempre, não tanto quanto se gostaria, pela positiva, concentrou nos nossos pequenos grandes petizes terror alvoraçado temporário, especialmente exacerbado no mês do início do estio. Em causa as já muito famosas e sobejamente conhecidas “Provas de Aferição”. Na realidade, para muitas gerações de pequenos grandes petizes, estas provas tornaram-se o verdadeiro pesadelo académico do século XXI, batendo-se mesmo em estatuto fantasmagórico com as não menos famosas “Provas Específicas”, cuja aplicação é obrigatória para uma conclusão eficaz e eficiente do drama que é o secundário e para o alcançar das respectivas e tão desejadas boas médias, e um meio, por vezes inatingível, para atingir os condicionamentos apoteóticos da entrada na Universidade, os Estudos Superiores almejados. As “Provas de Aflição”, como são, na prática, conhecidas no meio familiar e instangramado, snapchatado, twitterado, whatever, do aluno, constituem uma importante ferramenta de avaliação de conhecimentos académicos, não é isso que está em causa. Compreende-se a sua relevância e aplicação prática. O modo como é conduzida e gerida a comunicação externa destes acontecimentos e actividades tão marcantes e a forma como é veiculada pelo meio académico e familiar é que, quer parecer, precisa de ser substancialmente melhorada, até porque o project management associado e os respectivos timings de implementação, a partir de uma certa altura, pelo menos, para este ano lectivo, tornaram-se confusos, desadequados, inconsequentes e, até, anti-pedagógicos na sua verdadeira essência. A ideia é realmente boa e as modificações introduzidas, relativamente à mais eficaz e eficiente aplicabilidade, visando resultados mais concretos e de retorno efectivo, num futuro que se quer o mais breve possível, são louváveis, mas entenda-se que a execução, garantidamente, não foi a melhor. No entanto, estamos sempre em aprendizagem contínua e aprendemos com os erros cometidos, por isso, há esperança de que as “Provas de Aflição” deixarão de ser uma Aflição e passarão, com certeza, a ser antes uma Motivação, portanto, passaremos a ter as “Provas de Motivação”, cuja conotação parece superiormente muito mais positivista e humanista, relativamente à actual.

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