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A Esquina do Desencontro

Histórias de Desencontros Ficcionais (ou Não) na Esquina da Vida

A Esquina do Desencontro

Histórias de Desencontros Ficcionais (ou Não) na Esquina da Vida

Pensamento no Abstracto

Em dia amanhecido torto,

A névoa distante aparta direito,

Por ruas e vielas pintadas de nada,

Grafitis ausentes espreitam, no passar do estreito.

 

Quadrados milimétricos,

Simetrias obsoletas,

O descanso do guerreiro presente é frágil,

Na dimensão paralela, as tintas coram violetas.

 

Tamanha algazarra ocorre,

Vira-se a esquina disfarçada e aumenta,

O pensamento imperativo descai,

A campânula discreta está fechada no morro e tenta.

 

Homens e mulheres se vestem,

De outras vidas fogem,

Espelham segredos incómodos,

Contornam as verdades nocivas e correm.

 

O abstracto subsiste,

Esquece a realidade cusca dobrada,

Viaja no espaço da mente,

Abandona as quedas e vangloria as aberrações, pela estrada.

 

Faminto e sedento de bem,

Consumismo imediato irreflectido,

Ausência extrema comovente,

Natalidade castradora redefine o ser contido.

 

Voto na matéria purista,

Venda de sonhos atrasados,

Encimar e memorizar profecias,

Vaticinar a servidão declinada dos males votados.

 

Lamenta o agora,

Arquivou o passado,

Foge do futuro,

O pensamento no abstracto, está embriagado.

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