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A Esquina do Desencontro

Histórias de Desencontros Ficcionais (ou Não) na Esquina da Vida

Os Vírus do Século XXI

28.01.20 | Cuca Margoux

A máquina bem oleada que se esconde e refugia nas entrelinhas do entendimento comummente aceite e minimamente inteligível, deixa adivinhar o óbvio. As notícias veiculadas de forma brilhante, sob o auspício dos poderes ocultos globais, determinam um futuro alternativo ao sabor da corrente mais instrumentalizada. Assim, os vírus surgem como uma arma letal, de proporções indefinidas, de controlo duvidoso, mas de eficácia indiscutível. Na sua profética criação laboratorial, o experimentalismo alterna entre propensões mais ou menos letais, mas sempre com o intuito de fazer proliferar a investigação e o desenvolvimento de novas e melhoradas receitas medicamentosas milagrosas, inovadoras e alternativas. Estes vírus, espante-se, surgem normalmente de geração espontânea e miraculosamente. A sua capacidade contaminadora e contagiante é galopante, e os seus efeitos quase imediatos e irreversíveis. O seu silêncio é de ouro e mortal. Sem testemunhos. Máquinas de guerra de humanos contra os humanos, carecem de estudo mais aprofundado por todos quantos ainda esperam reverter situações de pandemia generalizada, crentes de que a natureza se terá virado inadvertida e momentaneamente contra a espécie, numa vaga esperança de que a humanidade é boa e de que ainda prefere contrariar o caos. Em termos de terrorismo alternativo não há arma mais eficaz. O terrorismo biológico é aquilo que não se consegue ainda controlar ou prevenir. Não parece pois de estranhar que tantos e cada vez mais poderosos vírus tenham surgido nas últimas décadas, especialmente com os avanços tecnológicos levados a cabo quer a nível laboratorial, quer ao nível da maquinação por um poderio infiltrado, discreto e subtil. A questão de que muitos mais irão surgir nos anos vindouros já nem se coloca, é um facto. Que consequências reais advirão daí, já é temática mais delicada. E o que se pretende realmente com a sua criação, manipulação e valências criativas afins, idem. Os vírus do século XXI ainda agora iniciaram o seu deambular astucioso. Como iremos lidar com eles é uma incógnita. Se conseguiremos lidar com eles, uma incerteza. Se morreremos deles, mais um facto. É realidade. Já hoje. E nada podemos fazer contra a sua criação. Apenas podemos aguardar serenamente que o resultado da sua criação seja alcançado com brevidade e celeridade, causando pelo caminho o menor número possível de danos mortais humanos colaterais e uma destruição mais contida, e de preferência menos impactante.

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