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A Esquina do Desencontro

Histórias de Desencontros Ficcionais (ou Não) na Esquina da Vida

A Esquina do Desencontro

Histórias de Desencontros Ficcionais (ou Não) na Esquina da Vida

Os Tempos Infinitos

Sentidos apartados esperam, numa mão cheia de nada, com uma certa convicção despropositada, quando provocados por estímulos incandescentes e vigorosos. A estrada da rotunda aberta, murada por heras pintalgadas, aqui e ali, sarapintadas acoli e acolá com as belas rosáceas esquecidas de amores de perdição passados, entrava de rompante na aldeia, com desmesura irrealizável e precaução incauta. Os tempos passavam através das paredes finas e irreais de mundos perpendiculares subtis diferentes e diferenciados, lembrados, no entanto, e ainda, pela tempestuosidade das lembranças vivenciais dos povos separados macabramente. O infinito brota contínuo e o fim é irreconhecível. A escadaria de mármore que o levaria de volta ao mundo real da superfície protegida, encerrava uma passagem secreta que se deixaria volatizar, numa deixa mímica discreta, se ele não a alcançasse, sob o efeito do feitiço recompositor. O sonho caminhava para a realidade. A realidade entrava no subtil resguardo do sonhar acordado. As fantasias e a magia negra ocultadas pelo mundo real da superfície protegida, mascaravam teatralidade musical vetusta. Os tempos infinitos depressa cairiam no finito da tentação velada, numa cadência expectável de continuo fatalista sufragista invernal. Ele tombou. Levantou-se. Tombou, de novo. Levantou-se, de novo. Adormeceu de olhos abertos. Mórbida solidão na entrada da passagem secreta que enfrenta, agora, mais tarde do que nunca antes, uma vibração emocional estancada no sangramento desmedido de um coração olvidado, num qualquer cenário de deserto feito, numa qualquer estação do ano, num qualquer mundo terreno ou extra-terreno. Ele conquistou algo. Ficou na História. Fitou a vida. Abraçou a morte. Por algo maior. Algo melhor. O desconhecido mais além, mesmo adormecendo de olhos abertos. Mesmo tombando.

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