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A Esquina do Desencontro

Histórias de Desencontros Ficcionais (ou Não) na Esquina da Vida

A Esquina do Desencontro

Histórias de Desencontros Ficcionais (ou Não) na Esquina da Vida

Os Livreiros das Nuvens

A magia real da entrada na atmosfera terrena é sempre imprevisível. Umas vezes, atabalhoada, outras, imaculada. O temperamento dos humanos determina o evento e os humanos são inconstantes, por isso, tudo pode acontecer. Já não é a primeira vez que os Livreiros descem das suas nuvens. Há necessidade de saber, de conhecimento, de história lá em baixo. Os humanos evoluem a cada ano que passa, na realidade, a cada dia, cada semana, no entanto, têm de ser guiados por mãos, pés e cabeças invisíveis que os cinjam à sua condição de facto, ainda infantil e imatura, porque estão em crescimento. Quando os Livreiros das Nuvens nos visitam, a natureza entra em convulsão. Há tempestades, cheias, erupções, tsunamis e afins. A natureza não está preparada para ser substituída no seu papel pedagógico e educacional e zanga-se com os humanos. É nessa altura que os Livreiros mais são precisos. São os portadores da inovação, do progresso, da evolução, da experiência e da resiliência face às adversidades. É que a relação entre humanos e natureza nunca foi muito fácil. Divergências de interesses milenares, apartam esta relação de equilíbrio difícil e delicado. Os Livreiros das Nuvens sempre nos socorreram, no entanto, prontamente. Os seus ensinamentos lógicos e racionais sobrepõem-se à volatilidade dos estados emocionais, por vezes, impulsivos e descontrolados dos humanos e aos seus comportamentos erráticos. Uma vez mais, nos vieram socorrer. Enviesados nos seus pensamentos estupidificantes de ganância e poder desenfreado, os humanos esqueceram, de novo, o propósito da humanidade, team work feito de partilhas evolutivas e de uma perspectiva globalizante integradora futura, sustentável e responsável. Assim, os Livreiros das Nuvens desceram, na esperança de resolver mais este novo conflito existencial e de orientar a desorientação humana, com o intuito de uma retoma civilizacional regrada, guiada e pacífica. O futuro é feito de paz e de boas acções. É feito de esperança e de trabalho árduo. É feito de amor e amizade. É feito de resultados, acções e comportamentos positivos. Mais uma altercação desinflamada. Mais uma conquista na senda existencialista humanista e positivista. Mais um obstáculo transposto. A humanidade sobrevive. Mais um dia. E de pequenos grandes passos é feita a espera, a confiança de que tudo, por certo, irá continuar bem. Sempre. Ou não.

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