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A Esquina do Desencontro

Histórias de Desencontros Ficcionais (ou Não) na Esquina da Vida

A Esquina do Desencontro

Histórias de Desencontros Ficcionais (ou Não) na Esquina da Vida

O Quarto

Na encosta esquiva do alado castelo,

Perde-se de vista o extenso casario,

Colorida visão temperada,

Encadeamento perfeito de beleza simples, sobre o rio.

 

O bairro ancestral respira tradição,

As gentes antigas passeiam a alma pela rua,

Escuta-se o movimento dos apressados,

Sento-me no parapeito, deleito-me com a Lua.

 

É pequeno, minúsculo, sei-o bem,

Quando finalmente escolhido, foi por pura paixão,

O quarto perdido na linha visual de todos os outros,

Onde escrevo misteriosos desígnios, com a resiliência do coração.

 

Caiadas em véu, são as paredes,

Molduras inopinadas, há-as por todo o lado,

Fotos e histórias penduradas bem vivas, feitas sonho,

Cadeirão de esperança azul, na alma estampado.

 

Rendilhados felizes de emoções,

Confusos estados de sentimentos afogados,

Temperança desprovida de cheiro inusitado,

Perfumes em frascos, são dezenas, pelo mobiliário, espalhados.

 

Roupas exuberantes, simples ou descuidadas, aqui e acoli,

Acolá, no velho armário, outras vintage vislumbro também,

Extravagâncias, algumas, mas poucas,

Sapatos no closet, descortinam vaidade resguardada, de quem a não tem.

 

Visitas ilustres potenciais não há,

Os amigos são do peito e para conversas fora d’horas,

A vida bebe-se gelada na noite quente,

Os tesouros do ninho protegem quem ainda sonha, sem demoras.

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