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A Esquina do Desencontro

Histórias de Desencontros Ficcionais (ou Não) na Esquina da Vida

A Esquina do Desencontro

Histórias de Desencontros Ficcionais (ou Não) na Esquina da Vida

O Mundo em Convulsão

Nestes tempos alterados, em que o rumo das vidas humanas, um pouco por todo o lado, se altera desmesurada, negativa e estupidamente, a cada segundo surreal, a incredulidade invade-nos a alma, o coração e até mesmo a razão, em consequência do que vamos observando, impotentes. Onde se escondem o equilíbrio, a razoabilidade, o bom senso, a ponderação, o consenso, o “amar o próximo”, a “aldeia global”, o espírito de união e benevolência, compaixão e entre ajuda, que definem e caracterizam a humanidade? Vivemos tempos indefinidos, incertos, tristes e os sentimentos que nos invadem, não se conseguem exprimir assim tão simplesmente. O que alcançámos até agora, todos juntos, como espécie, uma estabilidade social, económica e política, ainda que frágil, mas com um tremendo potencial de sustentabilidade e esperança futura, encontra-se à beira de um poço muito escuro, sem fundo. Os últimos desenvolvimentos, na política americana, externa e interna, empurram-nos para um marasmo existencialista em que deixamos de acreditar no bom e no melhor das pessoas, no futuro enquanto seres social e humanamente ligados pelos laços da amizade e do amor. O proteccionismo exagerado, o ultra nacionalismo perigoso, o fechar de fronteiras, o crescer de muros do descontentamento, a intransigência, a prepotência, o corte comunicacional, as negociações e a diplomacia falhadas, o fim real da liberdade, levam-nos a pensar seriamente para onde vamos e para onde queremos ir e como podemos actuar. Se é que podemos actuar. Está em causa o nosso futuro em comum. Estão em causa valores e princípios conquistados, com muito esforço, suor e sangue, há já muitas gerações. Supostamente, devíamos evoluir, crescer e não regredir. O futuro é nublado, o horizonte parece perdido, a humanidade abandonada, a fé abalada. Precisamos de um novo rumo, de um recomeço auspicioso, de uma voz interior que nos guie, a todos, numa demanda pelo positivismo, humanismo e humanização, pela sustentabilidade, pela esperança, pela liberdade, pela felicidade. Que dias tão tristes, os que vivemos hoje.

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