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A Esquina do Desencontro

Histórias de Desencontros Ficcionais (ou Não) na Esquina da Vida

A Esquina do Desencontro

Histórias de Desencontros Ficcionais (ou Não) na Esquina da Vida

O Mundo do Faz de Conta Real

O comiserado final encalhou num mar de ilusões interinas, as quais delimitavam o cerco conivente da alma crispada. Naquele mundo irreal, a fantasia eclética desmesurada patenteava a conjuntura emocional revigorante, a qual operava consequências desmedidas e falaciosas, numa profética abertura ao mundo real. A magia oculta terminava a sua poderosa actuação no portal efémero, o qual relembrava a inocência perdida dos passageiros temporários do círculo de ouro imaculado. O mundo do faz de conta existe no coração de todos. As vidas são reais, os sonhos surreais, a passagem irreal. Combater a vontade da alma e do coração transtorna aquele mundo, cujos habitantes sorriem a toda a hora e respiram liberdade e felicidade. Afastá-los das suas vivências seria por demais doloroso. Mas, o mundo do faz de conta real, também tem as suas contundentes premissas e vontades alheias. A inocência esfuma-se facilmente e o sonho deixa de coexistir na rotina. Não importa ser criança ou adulto. A realidade paralela universal remete o mundo do faz de conta real para patamares sequenciais de existência subvertida pelos maus espíritos. As suas ilusões transferem e reforçam o lado obscuro e depositam dúvidas nas lógicas rotineiras implementadas. Assim, esperamos acordados um adormecer melhor. A confluência de positivismo extremado, na rede neural, eleva o tal melhor e o novo acordar ofusca a alegoria da ténue visualização improvisada do mundo do faz de conta irreal. Se as cores nos abraçarem, se o amor nos agarrar, se a vida nos despertar, se os sonhos nos levarem, as estrelas e o universo continuarão e o mundo do faz de conta real será muito mais do que uma metáfora elaborada e comedida. O vento abraça, a água corre solta, a brisa encanta, a visão extasia. Cuidado, apenas, no depois. Acordar, depois de adormecer melhor. Ficção e realidade, real e irreal, sonho ou verdade. Por agora, há que descansar a curiosidade extravagante e aceitar o destino traçado. Ou não.

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