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A Esquina do Desencontro

Histórias de Desencontros Ficcionais (ou Não) na Esquina da Vida

A Esquina do Desencontro

Histórias de Desencontros Ficcionais (ou Não) na Esquina da Vida

O Dia das Bruxas e dos Bruxos

Uma comemoração reincidente, fantasiosa, pagã, mágica, holística, mística, foreigner, que se tornou tradição de romaria gastronómica e de indumentária alusivamente efusiva. As origens primeiras pouco importam, os tempos perdidos no tempo e os caldeirões e poções idem, porque a realidade está comprovadamente garantida nas mentes das novas feiticeiras e dos novos feiticeiros que comemoram a viagem inebriante e tempestiva into the weird kingdom da bruxaria e do feitiço e o dia veio mesmo para ficar. A dedicação exclusivista da jornada confinada a bruxas, bruxarias e bruxedos está gloriosamente ultrapassada pelo intervencionismo, cada vez mais aceite e convencionado, do género masculinizado. O Dia é das Bruxas e dos Bruxos. A revitalização de convénios, desajustes e afins, permite impulsionar toda uma envolvência primitiva, que nos faz viajar no espaço céltico das paisagens de gentio devoto ao paganismo. O mundo transforma-se, o mundo muda. Nesta noite de luar incerto e névoa cadente, dois mundos chocam, numa colisão alada de magia enredada e convulsões extravagantes dualizadas. Muito para além do simplismo da óptica clara e substancial do aspecto quantitativamente económico, que permite toda uma dinamização anafilática e moderadamente comiserada da indústria dos feitiços enfeitiçados, a volátil entrada derreada entre portais vaticina os condões de cada noite, potenciando aventuras surpreendentes e de carácter diferenciador. A surpresa anual traduz, por isso, o mote bilingue da dark sui generis night. Trick ou Treat. A dualidade de géneros festivos e anfitriões é a novidade e as bruxas deixaram de o ser sozinhas. Os bruxos intervêm e são positivamente integrados nas contemplações e adorações do lado negro. Assim, lá foge o mundo para o longínquo âmago de desnortes ancestrais de black mambo magic e, esvoaçantes pelos sete céus divinos, em vassouras temperamentais, vestidos de preto e chapéu pontiagudo, com verrugas no nariz, despoleta-se o pior de uns e outros e faz-se renascer as trevas esquecidas no subconsciente conscientemente maléfico e maligno. Alerta, gentes da Terra! A noite é das Bruxas e dos Bruxos e a Perdição está seguramente assegurada! Be Aware! Be Afraid! Muito Afraid!

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