O Conluio da Verdade Prometida
A retórica do fingimento,
Na propulsão escusa da mentira,
Renega o bom princípio,
No vendar da vista em desalento.
O prometido regalo,
Que desfigura a contenção enganosa,
Remete para figuras manipulativas,
Numa explosão feita de verdade desastrosa.
O caminho plano desviado,
Na vã lógica da distracção,
Revela o estilo autoritário,
De uma estratégia funesta assente em conluio aprovado.
A livre vivência da alma,
O pensamento crítico ousado,
O conhecimento consolidado,
São esquecimento congeminado.
O cenário complementado,
Pela razão fictícia argumentativa,
Desnuda o mundo afastado,
De um saber certo, sem malícia ou mau fado.
A saudade da boa verdade,
Que impera na mente benevolente,
Encarna propósito regrado,
Esperança na promessa de um universo mais dourado.
A ilusão de uma mudança divina,
Na verdade que se promete sem descanso,
É memória nostálgica envelhecida,
Repartição de pecados num futuro sem avanço.
O conluio da verdade prometida,
Num ciclo político e social fechado,
É medida improvável de desfecho certeiro,
No coração aberto, que ainda sonha acordado.
O que se pensa saber,
Neste futuro em progresso errático,
É falácia mobilizadora manipulada,
Sem sentido, bom senso ou provimento, pura amargura anunciada.