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A Esquina do Desencontro

Histórias de Desencontros Ficcionais (ou Não) na Esquina da Vida

A Esquina do Desencontro

Histórias de Desencontros Ficcionais (ou Não) na Esquina da Vida

O Comum da Normalidade Standard

A espécie humana está predestinada a grandes feitos. Toda a espécie, invariável e independentemente da raça, credo, religião, hemisfério, partidarismos, género, valores, princípios, filosofias. Ou não? Na realidade, quantos de nós exteriorizam e contabilizam a fama? Quantos são conhecidos ou reconhecidos familiar, social, nacional ou internacionalmente? Somos quem somos, no nosso ciclo restrito, somos maiores na nossa máquina centrifugadora privativa de experimentalismos contidos decantados. A questão fundamental da banalidade quotidiana, da vidinha regrada e rotineira, ultrapassa largamente esta fantasiosa mitologia surreal que nos eleva os sonhos da alma racionalmente emotiva de que, um dia, o mundo será por nós conquistado, num arrebatamento imortalizador! O potencial contributivo de cada ser é ginórmico indubitavelmente e, claramente, deve ser estimulado, sob pena de estagnarmos a vantagem evolutiva providencial que conquistámos no passado recente e que nos faz querer ir (sempre) mais além, mais longe na cadeia da supremacia (ou não) inteligível e inteligente. O problema subsiste, no entanto. Como debitar ao mundo os dons, magias e feitiçarias intrínsecos a cada indivíduo? O que podemos fazer conjuntamente para ajudar a alavancar o próximo passo alternativo, na construção de personalidades fortes, decididas, contributivas e colaborativas? A normalidade standard traduz a nossa experiência e vivência diárias. As pequenas coisas que vamos mudando, transformando, conquistando, inventando, criando, promovem o impulso para a agregação genial e para o crescer de novas grandes coisas. É o que é comum. O comummente aceite. Padronização concertada, equilibrada, circunscrita, controlada. E o grupo, tendencialmente, abafa as competências e as características exclusivas nominais e individuais. As descobertas do diferencialismo ambíguo, o confronto da ruptura com as tradições ancestrais, o vivencialismo alternativo dificultado, espelham a magnitude desta busca velada que tende a ser subjugada pelo convencionalismo empírico de que há um caminho comum a seguir, ainda que as divergências interiores sejam aniquiladas para um bem maior, a aceitação no grupo, a aceitação na espécie. O ideal será, como sempre, encontrar o equilíbrio perfeito de cada qual, com ponderação e bom senso. Pensar sobre o que nos rodeia, sobre o que nos acontece e aos outros, com espírito crítico construtivo e numa dinâmica social de acalmia retemperadora. Aceitemos, no entanto, o desafio da diferença e da incomum anormalidade não standartizada.

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