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A Esquina do Desencontro

Histórias de Desencontros Ficcionais (ou Não) na Esquina da Vida

A Esquina do Desencontro

Histórias de Desencontros Ficcionais (ou Não) na Esquina da Vida

O Avesso Improvável das TI

Correndo o risco de parecer demasiado extremista nas considerações tecidas de seguida, reforço apenas que o discernimento humano deve estar sharp para eventualidades não pensadas e para realidades paralelas e probabilisticamente passíveis de operacionalização descontrolada. Vamos desconcertar, por isso, o discurso e empolar a trama em contexto teatralizado e improvável, criando uma narrativa puramente ficcional. Ou não.

É que o drama que nos começa a perseguir, qual fantasma invisível de bits e bites, é o facto de inequivocamente estarmos cada vez mais condicionados e dependentes das Tecnologias de Informação, para fazermos mexer eficazmente os nossos fragilizados e sedentarizados sentidos naturais e para produzirmos o que quer que seja que a espécie humana, hoje em dia, produza autonomamente sem o intervencionismo de machinery, heavy ou light. A mecanização e a automatização de processos começou por ser, é certo, um extraordinário progresso civilizacional. (E continua a sê-lo.) A era da industrialização desalmada converteu-se, momentaneamente, no entanto, na parceria perfeita para a catástrofe futura dos moldes estruturais dos sectores paralisados no tempo e no espaço. E este momentâneo acabou por definhar e estrangular a turba ávida de high tech, tornando-se a contento de alguns, assustadoramente definitivo. Assim, as mentes brilhantes computacionais contemporâneas, cujas experiências de vida reais parecem, por vezes, duvidosas e altamente questionáveis (ou não), trouxeram-nos facilitismos deliciosos e práticos, versatilidade, eficácia, eficiência, produtividade, inovação e desenvolvimento, criatividade e experimentalismo conceptual pragmatizado num status quo muitas vezes falseado e irreal, transformando pois, as nossas leigas e insignificantes vidas, numa transigência paternalista dúbia e ambígua que virou rotina apreciada e tranquilizadora. A programação tecnológica converteu a empregabilidade em zeros e uns. As funções e os perfis funcionais mutaram drasticamente. Neste momento, os IT Recruiters, os Programmers (de tudo e mais alguma coisa; a linguagem computacional expandiu-se exponencialmente e cerca o nosso dia-a-dia) e os IT Consultants são os existencialistas preferenciais e indispensáveis à estratégia corporativa da boa governance, do compliance management, do lucro e do sucesso garantidos. Mais uma vez, como em tudo, temos de encontrar o equilíbrio entre o que é demais e o que já cansa, porque é inviável ter uma empresa inteira, sede e subsidiárias e whatever, em rest status, não produzindo portanto, se todas as alternativas tecnológicas colapsarem. Deixou-se de saber fazer as coisas sem a extensão de nós em que se tornarem o portátil, o tablet, o smartphone, o I-Pad ou o I-Pod, a net, o Twitter, o Linkedin, o Facebook ou o Opportunity. Tecnologias da Informação, sem dúvida alguma que são fulcrais, incontornáveis e essenciais, hoje em dia, mas vamos dar um bocadinho de crédito ao que nós, humildes seres humanos ainda com capacidades extraordinárias, conseguimos ou conseguíamos fazer no passado presente sem a ajuda e a dependência das máquinas. Watch out for the Skynet subtle Exterminator!

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