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A Esquina do Desencontro

Histórias de Desencontros Ficcionais (ou Não) na Esquina da Vida

A Esquina do Desencontro

Histórias de Desencontros Ficcionais (ou Não) na Esquina da Vida

Maresias Perfumadas

O cheiro matinal a mar intenso,

O perfume quente de terra esquecido,

A costa abrupta rude que se fecha,

Fotografia memorável que o corpo traz aquecido.

 

Lembro vidas ricas e antigas,

A brisa ardente nas faces queimadas,

O sol que aperta o inverno duro,

As barcaças no horizonte embaladas.

 

Marés e maresias,

Perfumadas tentações esquivas,

Cantos de sereia duvidosa, escondida,

Num oceano de sentidos, invadido por belas divas.

 

Peixes e mamíferos,

Baleias, cachalotes, golfinhos,

Fauna que brinca com os desatentos,

Quem lança redes, depressa sente os frustrantes desalentos.

 

Olha-se a imensidão azul,

Percorre-se o horizonte infinito,

Escrevem-se linhas desordenadas,

Pescaria distante, colmata num escutar de doce delito.

 

Docas acesas na madrugada,

Movimento repetido ondular do gentio,

Dinâmica grupal singular e cadenciada,

Aperta-se a fome e o sustento de invernio.

 

Nomes de descendência espirituosa,

Famílias que gerem negócios ancestrais,

Embarcações na tempestade constante,

Fé e rezas sentidas, nas preces dos mortais.

 

Lamentos levados pelo vento,

A vida continua nos filhos,

O negócio não mata a alma,

A essência pura cresce no coração do mar que se ama.

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