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A Esquina do Desencontro

Histórias de Desencontros Ficcionais (ou Não) na Esquina da Vida

A Esquina do Desencontro

Histórias de Desencontros Ficcionais (ou Não) na Esquina da Vida

Frontalidades Apartadas

Assumiu-se destemido,

Bravura inimitável,

Espada desenvolta empunhava,

Esguia figura de coragem notável.

 

Enfrentava os perigos decadentes,

Num castelo assombrado irreal,

Numa história perdida no tempo,

Personagem de contos surreal.

 

Frontalidade abrupta,

Apartada da vida ausente,

Distância devoluta esquecida,

Num espaço definhado, no duro presente.

 

Sonhar é para loucos,

A vida não é feita de andanças fáceis,

Amores correspondidos, onde estão?

Vivências felizes, onde se escondem, então?

 

Faz a guerra sem medo, há séculos,

Num assombramento sem igual,

Nunca foi elogiado ou reconhecido pelos pares,

Nem reza lenda ou mito no historial.

 

Não importa o que se pensa,

As frontalidades apartadas trouxeram paz,

Jovem imortal, bem haja o plano discreto,

De duração incerta, num mundo fitado pelo audaz.

 

Luta até ao fim,

Sempre com paixão e sentimento,

Defende inocentes e oprimidos,

De um desterro eterno de desalento.

 

Continuai, Desconhecido Amigo,

Esperamos grandes feitos de armas,

Aventuras desprevenidas e surpresas confinadas,

Numa arena teatral de prosas desencantadas.

 

Não morre, o herói,

O túmulo não o espera,

Eternizado na ancestralidade da descendência,

Lembrado nas músicas de qualquer outra era.

 

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