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A Esquina do Desencontro

Histórias de Desencontros Ficcionais (ou Não) na Esquina da Vida

A Esquina do Desencontro

Histórias de Desencontros Ficcionais (ou Não) na Esquina da Vida

Flores de Outono

O perfume subsiste,

No ar leve, segue a perdição,

Doce sentir apaixonado,

Esquece, perdido de amor, a razão.

 

As flores inebriam,

Enchem os sentidos,

Elevam o espírito ao luar apagado,

Navegam no mar dos amantes esquecidos.

 

Doce tentação,

Pelo caminho se esconde,

Abraço temperado de emoção,

Amanhecer de cama feita, num outro onde.

 

O Outono apetece,

As cores provocam beleza,

Amores desapegados apegam-se,

Num teatral encenar de paixão e leveza.

 

Felicidade espera,

Leva contigo a vida romântica,

Ensina a fadar a rotina,

Numa magia estreita e sem semântica.

 

Flores acordem,

Encham o prado outonal,

Olvidem o invernal destino,

Que se apronta, infeliz e estival.

 

Assim correm os dias,

Dias bons de brisa intensa,

O verde afaga a vista,

O horizonte esconde a culpa amorosa pretensa.

 

Finda o romance,

A paisagem mudou,

As flores morreram na terra,

E abriram corações no céu que as amou.

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