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A Esquina do Desencontro

Histórias de Desencontros Ficcionais (ou Não) na Esquina da Vida

A Esquina do Desencontro

Histórias de Desencontros Ficcionais (ou Não) na Esquina da Vida

Felizes Mortais

Andando ziguezagueando, descemos a encosta,

Os pés descalços sentem a rudeza,

A brisa corre espartana na outra face distante,

Abrimos os braços, abraçando a leveza.

 

Cantarolar as suaves desventuras,

Sob o pano, depois do fogo do sol posto,

Alcançamos a praia tímida e deserta,

Corremos contra o tempo, tapando o rosto.

 

Sorrir até mais não,

Piadas sem sentido ou emoção,

Enganam as omissões da vida,

Alegram os viajantes condenados, que se enganarão.

 

Vislumbre mítico,

Avarias desvairadas,

Mentes criativas ondulantes numa ilusão,

Culminam nas pontes estreitas da criação.

 

Escutar os astros longínquos,

Tocar as doces e fugazes estrelas,

Nadar na secura das dunas imortais,

Vender a alma com desprazer, mirando as desamadas estevas.

 

Mortalidade abençoada,

Que faz partir, um destes dias,

Olvidados os pecados carnais,

Ficam as preciosas e deleitosas fantasias.

 

Felicidade suprema desnudada,

Ambígua redenção perdida,

Estranheza desfeita na conquista,

Procura da liberdade extrema, numa outra vida.

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