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A Esquina do Desencontro

Histórias de Desencontros Ficcionais (ou Não) na Esquina da Vida

A Esquina do Desencontro

Histórias de Desencontros Ficcionais (ou Não) na Esquina da Vida

Famílias Modernas

Aprontamos a vida num segundo e as famílias surgem, naturalmente, como cogumelos alados, plantadas num promontório sobranceiro ao abismo almofadado social e civilizacional. Queremos que os mitos e as lendas perdurem, que tudo se vaticine como antes, sem surpresas ou catastróficas mutações virais, mas a verdade é que, as coisas efectivamente mudaram e nada é o que parece ser. Os conceitos ideológicos estão diferentes, assim como as mentalidades mais castradoras de evolutiva perspectivação. A família e a sua familiaridade escondem inovação genética, dinâmica distintiva, diferenciação crítica, envolvimento funcional decisivo e inconstante. As regras são outras. Os papéis sofreram ajustamentos decorrentes da evolução artificial, mas necessária, dos tempos modernistas. Esta tal dinâmica inovadora familiar distintiva, concorre para a aceitação de variantes comportamentais aleatórias e desconhecidas, que dificultam, é certo, o verdadeiro (re)conhecimento da génese original programada no código anfitrião base, o qual permite determinar a correlação intrínseca dos elos geracionais diferenciadores. A diversidade não se traduz, necessariamente, em evolução pragmática benigna. Mas, também não se reveste de negativismo puro. Por vezes, o alcance futurista desta visão real, apesar de amplamente defendida e reconhecida na dispersão analítica factual de enfermidades exploratórias anti-socializantes, é limitado por motivos extra populacionais e condiciona a verdadeira essência da importância atribuída à expectativa do parâmetro surpresa da espécie, o qual resulta num cruzamento substancial de informação genética bastante improvisada. Depois, claro, há toda uma mística subjacente ao conceito “dos meus, os teus e os nossos”. As famílias são, cada vez mais, um misto de culturas e raças, o que pressupõe o expansionismo da ideia de que a previsibilidade social foi clara e definitivamente ultrapassada, enriquecendo-se, assim, exponencialmente o DNA de cada tribo familiar e, consequentemente, da sociedade universalista. Casais multirraciais, crianças adoptadas, dois pais, duas mães, “barrigas de aluguer” são, neste momento, um dado qualitativo, quantificado e inerente, mais do que aceite e adquirido na nova dinamização familiar, social e civilizacional. As transformações operadas na constituição de uma nova família, requerem, no entanto, abertura suficiente para a interiorização de conceptualizações não tradicionalistas e a adaptação a novas regras de extrapolação não convencional. Famílias modernas? O que esperar? O futuro o dirá. Certo é que o enraizamento familiar mais conservador está a experimentar conceptualizações e contextualizações cada vez mais criativas e inesperadas, pelo que, esperamos inovadoras e profusas dinâmicas integradas e, acima de tudo, projectos familiares que consubstanciem, no seu resultado final, a felicidade dos seus elementos.

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