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A Esquina do Desencontro

Histórias de Desencontros Ficcionais (ou Não) na Esquina da Vida

A Esquina do Desencontro

Histórias de Desencontros Ficcionais (ou Não) na Esquina da Vida

Estados de Alma

O mundo azul terminou,

O verde de esperança leitoso foi feito promessa,

A invasão leviana do branco esqueceu-se,

A lua cresceu, num minimalismo de cores esquivas, ora essa.

 

Apagou-se o breu bem escuro,

Acendeu-se a vela lendária usada,

Iluminou-se um solo destroçado de alma pesada,

Suprimiu-se a leviandade pacífica pasmada.

 

Sorrir até mais não e chorar rios ausentes,

Abraçar sincero e longe apartar,

Memórias discretas, exuberante desalento,

Feliz ser de alma, que se entrega ao amar.

 

Voar na sedutora ilusão,

Sonhar no céu azul turquesa, na tela enganado,

Cantarolar a infância inocente,

Sambar o dia distante de cor inflamado.

 

O tempo atira o vento,

O espaço esquece o fresco presente,

Os estados de alma elevam-se,

A essência momentânea parte-se com um doce recente.

 

Colidir frágeis sentimentos,

Fugir dos cansados pensamentos insanos,

Olvidar as frentes guerreiras,

Num esgar de verdades temporárias, sem danos.

 

Aqueçam os quadrantes simétricos do mundo,

Vislumbrem a esquina molhada das coisas boas,

Fomentem o prado verdejante paradisíaco,

Escutem os sons, os seres, as variantes das singulares Lisboas.

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