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A Esquina do Desencontro

Histórias de Desencontros Ficcionais (ou Não) na Esquina da Vida

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Histórias de Desencontros Ficcionais (ou Não) na Esquina da Vida

Emergência 11 - Dias 8 a 13 - Emergência 12 a Caminho, TAP, Turismo e Passaportes-Certificados de Vacinação

(Nada de novo se conta, numa reiterada analogia à fantasia desejada de um verdadeiro final feliz no horizonte de um muito curto espaço de tempo, mas, infelizmente, parece que a magia não existe.) Chegamos, assim, aos trambolhões incertos, ao décimo segundo estar. Atingimos a maioridade académica, o último nível do secundário da aprendizagem covídica, numa emergência já irritantemente rotineira e, feliz ou infelizmente, sem demasiadas inusitadas surpresas ou inovações realmente surpreendentes. A falta de imaginação elaborativa na gestão comunicacional institucional começa a fazer-se sentir e, por isso, a comunicação começa a ser mais simplista e simplificada, restringida ao mínimo dos mínimos, porque se transmite apenas o estritamente incontornável e imprescindível. No entanto, isto não se traduz necessariamente em maior clarificação, transparência ou mensagem esclarecedora. Ouvimos, mas sinceramente já não escutamos. Hoje é. Amanhã, quem sabe? Tudo muda e é mutável. Um hábito recorrente a que já todos se acostumaram. Talvez fossem evitáveis os avanços e retrocessos, mas ainda assim, persistem continuadamente. Supostamente, ajustes constantes e prementes que decorrem do evoluir da situação pandémica. Ou, apenas das políticas desconcertadas e desconcertantes. E chegamos à TAP. Reestruturações, acordos, lay-off, prejuízos, sindicatos, votações. Uma emergência, também ela anunciada a Bruxelas. Injecção de capital, salvamento nacional, plano estratégico assente em previsão incerta quanto ao futuro, retoma contingencial. O que se pode esperar? Paragem da aviação nacional, por certo, nos próximos tempos. Milhares de empregos em suspenso, à espera de dias melhores, de anos mais esperançosos e promissores, já com a pandemia mais controlada, ou, de preferência, erradicada, com o Turismo e as viagens a mexerem de novo. Ninguém esperava tal final. Aviões adormecidos e colaboradores em hibernação, o que faz duvidar do presente e do que há-de vir. E o Turismo é um verdadeiro busílis. O sector, parado na sua essência, vai pseudo sobrevivendo bem devagarinho, num compasso descompassado, cheio de arritmias, que faz antever prenúncio de cenário catastrófico muito em breve, se a pandemia não amainar. O que se salvará? Quem se reinventará ainda mais? Quem reinvestirá no sector? Uma verdadeira incógnita! Mas, para viajar no futuro, aparentemente serão criados, ou já foram criados em alguns países, os Passaportes ou Certificados de Vacinação, os quais garantem que o seu portador está devidamente credenciado e autorizado, ao nível da vacinação covídica, a viajar em segurança, garantindo a sua protecção covídica e a dos outros, isto, em princípio claro, uma vez que subsistem muitas dúvidas quanto ao verdadeiro nível de estimulação e de criação de defesas por parte das vacinas Covid-19. Há ainda muitas perguntas sem resposta, certo é, no entanto, que há uma tentativa massiva e intensiva quanto ao incentivo da vacinação, com uma grande preocupação de se criar e promover uma tal de “imunidade de grupo”, que parece ser um objectivo demasiado ambicioso e quimérico, mas que de alguma forma parece motivar, em termos gerais, a comunidade. Vamos vivendo os dias, aprendendo a conviver com este inteligente inimigo invisível imortal. É a nossa realidade. Não há fuga possível. Os que já o sentiram, e foram já milhões, na sua grande maioria, tendo sobrevivido à dramática experiência, abominaram-na e esperam não ter de ser sujeitos a novas reinfecções. Os que ainda estão imaculados, esperam assim continuar, pelo menos, durante muito tempo. É que as mazelas são mais que muitas e, algumas delas, ainda desconhecidas, só se revelarão a médio/longo prazo. A força assassina deste vírus é brutal e assustadora. A nossa fragilidade perante este não ser é efectiva e bem real, e a nossa exposição, diária. Cada movimento, cada toque, cada contacto, cada comportamento, cada acção, é determinante e pode moldar o futuro de cada um e de todos. Mas, como em tudo na vida, habituamo-nos às coisas dela, sejam elas boas ou más. Com a prática vem a experiência e, depois, incrementamos a confiança, mas eis que é quando podemos incorrer em distracções e cometer erros fatais. E, por agora, não queremos mesmo cometer erros. Não nos podemos dar ao luxo de errar, porque os erros covídicos pagam-se muito caro e relembram-nos constantemente da nossa debilidade e da nossa mortalidade.

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