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A Esquina do Desencontro

Histórias de Desencontros Ficcionais (ou Não) na Esquina da Vida

A Esquina do Desencontro

Histórias de Desencontros Ficcionais (ou Não) na Esquina da Vida

É Natal em Novembro

O Natal não acontece só em Dezembro. Os eventos megalómanos antecipados são uma realidade e os centros comerciais, numa azáfama desenfreada de convencimento consumista, são um claro testemunho disso mesmo. Decorações e atracções mil, promoções e confusões infindáveis, filas e carrinhos de compras, presentes embrulhados e por embrulhar, são cenas de típica acção natalícia que absorvem pequenos e graúdos, sobretudo pela emoção incutida subconscientemente a todo o ritual. E tudo se passa no início de Novembro. Dezembro foi esquecido. As prateleiras, ilhas e afins das lojas e das grandes superfícies enchem-se, para desespero parental, de chamamentos mágicos e apetecíveis, sob a forma de brinquedos de todas as formas, feitios e cores, e claro, para todos os gostos e bolsos. Obviamente, os adultos, num auto mimo delirante, esquecem por momentos a razão e pensam com o coração, juntando-se assim ao espírito petiz, para embarcarem numa aventura de sentidos escusos e sensações aprazíveis, acabando por desembolsar mundos e fundos também para compaixão de si próprios. As compras são pois um desconstruir do firmamento infantil esquecido. Na verdade, um pouco por todo o lado, se ouvem risinhos nervosos de contentamento e satisfação ou não fosse esta uma época de grande e extremada alegria descontida. Tudo é movimento, tudo é pensado para cativar, tudo se decora e explora. A vida renasce matreira e não há como fugir destes cenários encantados e sedutores. Assim, em Novembro, temos o espírito de Natal apenas do consumo desenfreado. Não é o Natal das tradições ou da família. O Natal doce e repleto de amor. O Natal saudoso e memorável. É um Natal ficcional, surreal e exasperante, mas que veio, aparentemente, para ficar. Como em tudo na vida, a mudança acontece, a adaptação é providenciada e as coisas rotinam. Esperemos então, por uma nova e miraculosa mudança. De ser, de estar e de pensar. O Natal em Novembro.

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