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A Esquina do Desencontro

Histórias de Desencontros Ficcionais (ou Não) na Esquina da Vida

A Esquina do Desencontro

Histórias de Desencontros Ficcionais (ou Não) na Esquina da Vida

Depois do Nada

Ritualidade precoce perdida,

Depois do nada, ficou tempo demais estanque,

Caminhos improváveis foram revestidos,

Num labirinto de emoções, num primoroso palanque.

 

O carrossel não mais fechou,

A feira tem sempre vida, ainda,

Encheu-se de gentio fútil despropositado,

Esvaziou fugidia prazeres, na torna da imaculada vinda.

 

A casa está lá bem distante, ao longe,

Estava perto de tudo antes, promessas de ninho,

Era a elevação do seu surreal mundo,

O vazio da família desconjuntou-se com o inebriante descompensado vinho.

 

Quando se perde a vida,

Ganha-se enchimento assustador de indiferença,

Depois do nada, vem a cheia da razão,

As pessoas acordam, despedem-se de si mesmas e amam, finalmente, de coração.

 

Flores exóticas perfumadas,

Paisagens horizontais visionárias,

Ideias criativas, inteligência emocional conquistada,

Socialização do gentio pequeno que fica grande, nas estepes compridas e lendárias.

 

O mote é encher,

Encher de tudo um pouco o nada vazio,

Olvidar o pecado, o erro e o falhanço redondo,

Agarrar o quotidiano com esperança, num futuro luzidio.

 

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