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A Esquina do Desencontro

Histórias de Desencontros Ficcionais (ou Não) na Esquina da Vida

A Esquina do Desencontro

Histórias de Desencontros Ficcionais (ou Não) na Esquina da Vida

Corrupções Afectivas

A passividade elege a dúvida e, assim, vamos aguardando ignobilmente estados pacificadores por pacificar, sensações de impotência martirizante que nos afastam do correcto, do honesto, do valoroso e da senda mímica da extravasão moral. O animismo incorpora a destabilização da matéria e perfila um enredo desenredado que esquece o sonho da alma depenada de emoções fictícias. A realidade desconjunta as bases e as plataformas racionais com esmero tal, que nos quedamos inertes na vibração da volatilidade imaterial. As corrupções racionais são mais fáceis de gerir, porque há uns de nós que são moldados vocacionalmente com dons inatos que conduzem à glorificação material e ao desconcerto injusto dos outros. A falha reside apenas no afastamento descomprimido da alma despudorada e longínqua, treinada intensivamente para o desbarato económico e financeiro, para o make money and kill. Quando a falha persiste, o player é excluído e reiniciado num outro tipo corruptivo mais light e discreto. As corrupções afectivas traduzem uma abordagem mais complexa e dificultada pela emotividade da sequência processual ambígua. O imprevisto existe e é sempre surpreendentemente inesperado. O ciclo disruptivo enquadra todo um cenário profuso em hard tasks e awkward quests que simbolizam a vida pagã e o marasmo difuso, provocado pelas rígidas dualidades evolutivas que se resumem à eterna luta entre o bem e o mal. Todos se questionam. A virtuosidade demora e a esperança morre. Se a psique evolucionista nos emparedasse num túnel virtual de brisas, soprando competências interinas aos encostos almofadados que envolvem os corpos imóveis e as mentes adormecidas, a explosão de transmutações metafísicas, ainda assim, não seria suficiente para aniquilar definitivamente essa corruptibilidade exasperante e indigesta. A verdade sempre se alcança, por certo confirmam a experiência e a história dos factos, mas abracemos o pensamento deslavado de que as coisas irão mesmo mudar positivamente e que não mais serão necessárias ou prementes as corrupções de todas as formas, jeitos e feitios, especialmente, as afectivas que desacreditam e degradam deformadoramente a humanidade benigna universal.

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