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A Esquina do Desencontro

Histórias de Desencontros Ficcionais (ou Não) na Esquina da Vida

A Esquina do Desencontro

Histórias de Desencontros Ficcionais (ou Não) na Esquina da Vida

Contingência - Dias 18 a 21 - Debates Europeus, Orçamentais e Americanos

(A redundância básica e insignificante das nossas tristes vidas rotineiras sem poder e não milionárias é, numa perspectiva comparativa que nos remete para o surpreendente espanto em contínuo quando abismados escutamos um debate presidencial verdadeiramente inacreditável de tão mau que foi, ainda mais reveladora da inconsolável e impotente sina que nos faz ter o saber e o conhecimento, mas não o controlo sobre as coisas do mundo…) Numa primeira instância, focamo-nos numa incessante e aguerrida ronda negocial europeia que determina a distribuição dos tão almejados fundos de salvação nacional. A premissa assenta no pressuposto de alcançar e utilizar só os fundos europeus a fundo perdido e não os empréstimos europeus, também eles disponíveis para os mais ávidos e afoitos em gestão de risco, definitivamente bastante mais incerto agora. Tentamos ser previdentes e precavidos, ou assim nos fazem crer. Parece bem. Lógica aceitável. As negociações orçamentais, essas, decorrem a um nível mais pseudo comedido em território parlamentar nacional. Os difíceis acordos e as trocas, cedências e afins estão efectivamente num patamar de secretismo de bastidores (se calhar, não tão secretos assim…), numa tentativa de discrição, reserva e decoro fictício político. Continuar o engano para tentar manter alguma ilusão temporária positiva, numa novela de contornos mais bairristas e de quintais providencialmente circundados, cercados, diabolicamente fechados. E o nosso líder supremo lá vai avisando que não quer crises políticas. Numa demanda pela conciliação de posições opostas, a vários níveis, encontramos todos os intervenientes e partes interessadas políticas numa luta desenfreada para apaziguar desigualdades mais extremadas. O bom senso terá de ser o factor consolidante nesta profusa ambiguidade abismal. Confiemos na network política nacional. E chegamos à América. De T e B. Não há palavras para descrever a profundíssima desilusão e pesar sentidos ao compreendermos que aquilo que devia ter sido um debate presidencial, com alguma popa e circunstância, diplomacia, respeito, liderança, postura, civismo e iluminura, construtivo e exemplar, se revelou um autêntico desastre televisivo. Jamais, em tempo algum, se assistiu a uma tão desconcertante luta entre pirralhos mimados, literalmente ao despique sobre tudo e mais alguma coisa, menos o que era fundamental. Ainda assim, B tentou focalizar-se no verdadeiro propósito do debate, conseguindo, por vezes, alhear-se do impossível bully T. Inacreditável. Foi um exemplo de tudo o que não se deve (nem pode) fazer publicamente, num confronto eleitoralista que se quer sempre competitivo, é certo, mas saudável e comprometido com os valores e os princípios universais do civismo minimamente aceitável. Sem comentários, portanto. Debates europeus, orçamentais e americanos à parte, continuamos em contagem crescente covídica e a contenção viral continua extremamente difícil, por isso, o mais premente debate, o debate entre humanos e vírus, o inimigo mortal invisível, esse sim, merece a nossa mais profunda atenção e concentração nos tempos próximos.

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