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A Esquina do Desencontro

Histórias de Desencontros Ficcionais (ou Não) na Esquina da Vida

Compreender o Desentender

30.09.21 | Cuca Margoux

A identificação das motivações,

Periclitante início conturbado,

Resvala na simbiótica simbologia,

De gerações desentendidas e repletas de frustrações.

 

O grito da futilidade,

Temporalidade apartada,

É sinónimo de intenção indesejada,

Convenção demente rejeitada.

 

A provação de um entendimento,

Na falta de conhecimento,

E na falta de paciência assenta,

Porque a indignação só acontece sem saber ou provimento.

 

Não desistir ainda,

Na eleição de um ensinamento maior,

Porque a transmissão da sabedoria,

É magia concreta e futuro sem nostalgia.

 

Compreender o incompreensível,

Desafiar a razão e o que se conhece,

Abrir os horizontes, descobrir alternativas,

Avançar soluções, resolver inimizades, testar filosofias pró-activas.

 

Desentender a emoção,

Num compêndio feito de limitações,

É enganar a liberdade do coração,

Intuir pesadamente sem estratégia ou convenção.

 

Compreender o desentender,

No conflito que se incita,

Na mudança que se anseia,

Na canalização de energia positiva para todo o saber.

 

O esforço despendido,

Em guerras e discussões,

Castra a dinâmica das relações,

Condiciona as lógicas e produtivas movimentações.

 

Depressa se compreende,

Que tudo é frágil, e ainda assim etéreo,

Que tudo passa num ápice,

Que tudo será esquecido, mesmo por quem nos entende.

 

Focar a mente na boa emoção,

Aceitar mesmo sem compreender,

Aceitar o tempo bom e o tempo irrequieto e difícil,

Pensar que o momento é agora, e há que empreender.