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A Esquina do Desencontro

Histórias de Desencontros Ficcionais (ou Não) na Esquina da Vida

A Esquina do Desencontro

Histórias de Desencontros Ficcionais (ou Não) na Esquina da Vida

Calamidade 2 - Dias 10 a 12 - Sporting, MAI, Odemira e Fátima

(Não fora a esperança vã e ilusória, mas optimista e ingénua, que vai enchendo uma qualquer pobre alma ainda sonhadora e crente, uma qualquer mente errante, ainda que vá divergindo inconsequentemente, ou um qualquer corpo adormecido, ainda que por breves momentos vá despertando, e tudo correria, talvez, bem mais calamitosamente… Ou não. É que o mundo continua a ser um lugar deveras muito estranho, e as pessoas, consequentemente, embarcam nessa mesma estranheza…) Ninguém contrapõe que o cansaço aperta há muito, que as pessoas precisam de socializar e de vibrar com as emoções, que o mundo está pintado de cinza há já demasiadas Luas. O fantasma pandémico tudo e todos assombra. Constante e incessantemente. Mas, tudo e todos também sabem que o jogo da bola é um desporto mobilizador de multidões profusamente entusiastas e apaixonadas. Num dia que se previa histórico para muitos corações leões, como o de ontem, seria expectável prever antecipadamente, com planeamento, organização, partilha de informação e operacionalização, acontecimentos, acções, comportamentos e actuações de natureza humana mais exuberante, expansiva, impulsiva e emotiva por parte de todos os intervenientes actuantes naquele muito específico, crítico e singular enquadramento cénico desportivo. Pois que tal complexo enredo de milhentas histórias humanas, aliado às saudades de socialização e ao reviver do vibrar das emoções, há muito impedido e contido, literalmente despoletou toda uma frenética sucessão de ocorrências imparáveis, as quais acabaram por encher e entristecer a tão aguardada festa feliz. Atendendo ao contexto pandémico, um maior e melhor conjugar de forças, estratégias e planos, de procedimentos mais concertados, alinhados e em sintonia, teriam, à partida, contribuído para maximizar a festa sportinguista e minimizar os eventuais possíveis danos colaterais maistícos. Assim quer parecer. E chegamos ao terceiro tópico. O que há de novo a dizer? Nada que já não se soubesse, porque com o passar sucessivo das estações, durante as quais fomos brindados com a consecutiva apanha hortícola e frutícola, houve quem tivesse trabalhado arduamente, bem longe do seu país, para poder ganhar o seu sustento e o de toda a família longínqua. Em boa verdade, a realidade laboral alentejana odemirense, e não só odemirense, era já sobeja e literalmente dissecada há muito. A parte menos negativa de tudo isto parece ser o facto de, aparentemente, ter sido solucionada e ultrapassada a situação deplorável e precária daqueles trabalhadores migrantes. Esperemos que melhores dias e aprendizagens mais positivas e construtivas advenham desta malfadada e triste história. E, entramos por fim, no reino dos céus. Época tipicamente religiosa, de profunda devoção cristã, serenam-se este ano alguns ânimos saudosos das peregrinações icónicas a terras fatimenses. Há muito menos peregrinos este ano, mas, ainda assim, se sentirá, com certeza, toda a fé humana dos devotos crentes a encher a praça principal do santuário, ou não fosse Portugal um país de católicos praticantes convictos. O mundo é deveras estranho e complexo, em toda a sua complexidade humana, estrutural, conjuntural e natural. Conhecê-lo melhor é a nossa missão. Juntar todas estas pequenas peças cénicas de histórias existenciais, e tudo tentar melhorar, é o nosso grande desafio futuro. Algum dia seremos bem sucedidos? Esperemos bem que sim...

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