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A Esquina do Desencontro

Histórias de Desencontros Ficcionais (ou Não) na Esquina da Vida

A Esquina do Desencontro

Histórias de Desencontros Ficcionais (ou Não) na Esquina da Vida

Brexit ou Bremain

Há muito fechada numa cápsula utópica de que a felicidade se encontra numa pretensa união globalizante e integradora do sul e do norte, esta frágil estrutura de nações instáveis a que chamamos Europa está a experimentar uma mudança extremista que navega por mares deveras incertos e nunca antes percorridos. Concentrados e concertados num monopólio de poderio elitista e exclusivista, os líderes europeus estão esquecidos dos erros cometidos no passado presente e das feridas e fossos marginais que se espelham, um pouco por todo o lado, e que estão a lacerar lenta e progressivamente as crenças e a fé dos povos na tal suposta união generalizada. É que, na realidade, o que estes povos sentem é a descriminação discricionária do que é bom ser só para alguns iluminados. Se se procura equalizar com justiça as sociedades, nivelando-as com concordância comummente aceite, e apesar de se saber haver requisitos específicos para certos e determinados países, devido à sua magnitude contributiva para a economia europeia, então, temos de atender a pormenores locais e personalizar as medidas, adequando-as quer à sua abrangência europeísta, mas, também, aos propósitos e objectivos de cada país e do seu povo. A ideia sempre foi encontrar um equilíbrio estável e consistente que, no entanto, enfrenta sérias dificuldades operacionais e de implementação, uma vez que o nosso palco e os nossos actores sofrem de uma heterogeneidade complexa e antagónica. Os gregos foram o primeiro alvo experimentalista que se pautou no descalabro social e económico que ainda hoje observamos. Os irlandeses, os espanhóis e os portugueses foram os segundos alvos e disseram um pseudo basta, com bom senso, ponderação e medida, apesar dos espanhóis ainda estarem a tentar resolver as suas intrincadas questões políticas internas. Os britânicos são o terceiro alvo e estão, neste momento, numa luta tal que, levada ao extremo, resultou tristemente em morte efectiva. Se queremos uma Europa unida, teremos de rever as linhas gerais de orientação e focalizarmo-nos no global local humanizador, equilibrando os desajustamentos, a austeridade e as sanções despropositadas e compreendendo que podemos ter ainda assim uma Europa integrada e forte, enquanto continente e força política e económica, respeitando as culturas e as especificidades de cada estado membro. Um por Todos e Todos por Um. Mesmo.

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