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A Esquina do Desencontro

Histórias de Desencontros Ficcionais (ou Não) na Esquina da Vida

A Esquina do Desencontro

Histórias de Desencontros Ficcionais (ou Não) na Esquina da Vida

As Alegorias Ondulantes

O conjunto linear que limita as alegorias foi traçado firmemente e despositado no arquivo da memória. As espécies imortais antigas envolveram a biblioteca magna e encerraram-na com os troncos seculares de sequóias mudas, mas cuja seiva da vida emana os sussurros das palavras ditas. Florescem as alegorias ondulantes paralelamente ao traçado determinado e determinante. Um desvio e perdem-se para sempre nas metáforas inexperientes concentradas no espectro neural dos ainda imortais juveníssimos. Ondulam compassadamente nas métricas musicais das pautas do maestro prostrado e ossudo que desconjunta a orquestra, mas que lhe dá os acertos gestuais para a entrada possante dos acordos iniciais. O vento que se levanta, ajuda o movimento ondulatório e as alegorias que aparentam o que não são, vão muito além do vulgar e do banal, recriando os fachos de luz ilusória que flamejam na vereda íngreme desvitalizada de verde, mas, ainda assim, repleta de essência iluminada coonestada e escondida. Fomentar os seus ensinamentos e a sabedoria imaculada, levam a peregrinações sistemáticas aos antros divinizados do arquivo. A biblioteca protegida e cuidada cumpre o seu papel e as espécies imortais antigas descansam nas nuvens exotéricas da paz infinita. Sabem que estão longe do mal das coisas e que as alegorias ondulantes permanecem naquele estado vegetativo de inconsequência mortal, pairando nas asas da mente. Se se afastarem dos mortais, evoluirão aparentemente na sensibilidade adjacente de forma politicamente correcta, mas revelando o falhanço total emocional. Se se aproximarem destes, serão dolorosamente asfixiadas pela futilidade consumista do imediato, mas terão cor e alma e acção, comportamento e alvoroço. Assim, os que conseguirem quebrar a chave mestra que sela os segredos abafados, com reserva e discrição, do arquivo da biblioteca, terão um lugar cativo na eternidade das variações linguísticas dos estilos históricos perpetuados aleatoriamente no tempo do universalismo paralelo. Não há, no entanto, fé em acontecimento de tal magnitude e, por isso, as alegorias ondulantes continuarão a ondular ao ritmo controlado do pensar existencial e meditativo das espécies imortais antigas e no arquivo da memória fechadas.

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