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A Esquina do Desencontro

Histórias de Desencontros Ficcionais (ou Não) na Esquina da Vida

A Esquina do Desencontro

Histórias de Desencontros Ficcionais (ou Não) na Esquina da Vida

As 35 Horas

Todos temos a noção de que quantidade não se traduz, necessariamente, em qualidade. Assim é, factualmente falando, e assim se comprova realisticamente nas acções e operações concretas observáveis no terreno. Portanto, isto quer dizer que boa produção não implica como consequência imediata (ou no médio/longo prazo) um regime extraordinariamente intensivo de jornada em continuo e continuada, para além do humanamente concretizável e rentável, porque, a partir de um certo limite a marginalidade do lucro real desta medida escasseia, regride e deixa de ser recompensadora. O retorno é mínimo e minimizado. O que importa realmente, é o que se produz e com que resultado, qualidade, eficiência e eficácia, num determinado espaço temporal minimamente aceitável como padronizado pelas leis naturais do trabalho. E como quantificar, sem enviesar, este espaço temporal minimamente aceitável? As culturas corporativas variam, as culturas nacionais idem, as condições de trabalho e o ambiente de trabalho são mutáveis e não estanques e a personalidade/individualidade de cada um, não é como a de cada qual, assim como as suas interacções sociais e as respectivas dinâmicas tribais/grupais. Talvez, por isso, dificilmente, em termos práticos e pragmáticos, se vislumbre resultado positivista na incrementação de uma hora diária de labuta. Por certo, não se resolverá o que não se resolveu nas restantes horas. Aquela hora, por si só, não determina, nem compromete, obrigatoriamente, o resultado da jornada, até porque, os ritmos humanos fisiológicos determinam que a concentração de um adulto é condicionada quer por factores internos, do próprio, do seu eu, do seu estar, do seu sentir, quer por factores externos, ambiente de trabalho, preocupações familiares, condições contratuais, pertença ao grupo, etc. O ideal seria descobrirmos a fórmula perfeita, a contento de todas as partes interessadas, de articularmos todas as variáveis intervenientes e interventivas, mas, somos apenas humanos mortais e a impulsividade, a emotividade, a imprevisibilidade, o viver by the edge e o momento fazem parte da maior parte de nós e da nossa natureza, muito para além do tranquilizador e reconfortante, racional. Há que buscar o equilíbrio e balancear os prós e os contras, há que concertar estratégias mais eficazes e eficientes, há que não descurar o facto de que tentamos invariavelmente ser todos iguais, mas, objectivamente, sermos todos muito diferentes. E para bem da continuidade civilizacional, é isso que nos faz questionar, progredir e evoluir. As diferenças. A discussão está ao rubro. Tentemos tirar o melhor dela. Para todos.

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