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A Esquina do Desencontro

Histórias de Desencontros Ficcionais (ou Não) na Esquina da Vida

A Esquina do Desencontro

Histórias de Desencontros Ficcionais (ou Não) na Esquina da Vida

A Teoria Social Relacional

Entende-se inequivocamente que, através de aprofundados estudos cientificamente comprovados e metricamente testados, referenciando análise prolongada, quantificada e verificável, a espécie humana é determinantemente social. Os indivíduos agruparam-se, num claro entendimento de que o todo unido tem mais força que o individual sozinho, a tendência tribal inicial evoluiu para um comportamento interactivo em conjunto, comunitário, o qual acabou por culminar com o descritivo social e socializador, reconhecidamente com dinâmicas muito próprias e características, que fomentam e adjudicam o carácter evolutivo colectivo da espécie. Assim, a espécie humana, o ser humano, é um ser social, é constituída por seres, todos eles, sociais. Ou não. Marcadamente, a evolução caracterizou-se, durante muitos anos, pelo evolucionismo grupal e assim tem funcionado, ao longo de milhares de gerações. Observamos, no entanto, uma tendência desviadora da padronização, na singularidade e individualidade muito pouco altruísta da geração millennial. O paradigma parece estar a mudar e a espécie humana, o ser humano, também. Na realidade, os comportamentos cada vez menos assertivos, empáticos, altruístas ou sociais, são vivenciados, diariamente, um pouco por toda a comunidade geracional anterior. O melhor amigo de um millennial é um smartphone ou um ipod ou o Snapchat ou o Instagram. A tecnologia e as redes sociais têm vindo, definitivamente, a substituir o “amigo imaginário” (tantas vezes considerado o “bicho papão” da alienação social infantil/juvenil) ou, mais preocupante ainda, o amigo de carne e osso, capaz de interacções humanas e humanizadoras fundamentais para balancear o equilíbrio frágil e debilitante que condiciona as emoções, tão dramática e drasticamente voláteis, facilmente descontroladas e desconcertantes. Estamos, por isso, a afastar, cada vez mais, o elemento das relações, das interacções, da socialização presencial. Assim sendo, estaremos a mutar geneticamente o nosso ADN relacional e a transformarmo-nos em seres cada vez mais individuais e individualistas? A Teoria Social Relacional está numa fase de transição enigmática e imprevisível. Está em mudança. Uma mudança autónoma dos princípios e valores definidos como socialmente aceitáveis e compreensíveis. Compete-nos, pois, como sociedade universal e globalizante, redefinirmos os nossos princípios e valores civilizacionais, os nossos objectivos futuros, em comum, e o nosso verdadeiro propósito, enquanto espécie. A sobrevivência física da espécie e do conhecimento acumulado, sempre foi o mote existencialista civilizacional. Temos de redefinir o conceito de “sobrevivência da espécie”, assim como todo o propósito da sua existência. O que esperar, então, do futuro? Imprevisibilidade, incerteza, diferenciação, desconhecido, variabilidade. Parece ser o tempo de repensar o que somos e o que queremos ser, enquanto espécie. Humana.

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