A Simples Extensão da Complexidade Humana
Era o que não era,
Na era do que era,
Na era da razão alterada,
Na era da devoção demorada.
O complicado simples,
O simples desocupado,
O complicado alvoraçado,
O destino enguiçado.
A revelação da força maior,
Daquele interior sem exterior,
Revelação apenas momentânea,
Da vela apagada na consciência sem pudor.
O intrincado espelho,
Da alma reconduzida,
Aparta a verdade humana,
Na premissa de uma boa narrativa prometida.
O despertar sucessivo,
Da figurativa reconversão,
Desprende a extensa vitória,
De um escutar quebrado, com razão.
O verso e o inverso,
A candura teimosa sem movimento,
O aprovisionamento do corpo esquecido,
É demorada compostura, sem prémio ou provimento.
Afinal, a simplicidade da acção,
Na resvalada actuação mundana,
Perpetua a frágil emoção,
Na mentira da profusa e encenada confusão.
A multidão que grita,
Na reacção alheada da mente pensante,
Reprova a essência reflectiva,
Na enunciação de um princípio expectante.
A simples extensão da complexidade humana,
Virtuosa no seu desvirtuar,
Engana na sinuosa reconversão,
Desmente a sina adulterada de uma desconstruída e improvisada razão.
Suplício desmontado no discurso falacioso,
O simples revela sempre o complexo,
A humanidade mostra a sua opacidade,
A extensa memória conduz, por fim, a uma estranha saudade.