A Perspectiva da Consciência Colectiva
Demorado caminho escuso,
Na deambulação das almas em conluio,
Pelo trepidante caminho do falso destino,
Naquela nação perdida, que potencia engano profuso.
Um único ser universal,
Que abarca o pensamento individual,
Na restrição do mundo físico que encarcera,
A razão e a lógica infiltradas na mente confinada e estrutural.
O colectivo da alma,
Que rege os momentos inusitados,
Que define os tempos alinhados,
É sentido obrigatório que redefine o sentir da vil calma.
A consciência que se conhece,
O abstracto conduzido da fantasia,
A memória do encanto desconhecido,
Interioriza a essência de um ser menor amanhecido.
Somos confusão permanente,
Numa vivência rotinada e monótona,
As expectativas são revezes minimalistas,
A certeza da rotina, premência consistente.
Sabemos do nosso mundo,
Pequeno na grandeza do universo,
Não pensamos de todo o futuro,
Na confluência da visão solitária num espaço disperso.
A perspectiva do pensamento único,
Que reflecte o inebriar dos sentidos,
Que promete a colectiva consciência,
Reduz a falácia da promessa da esperança na pura ciência.
O que nos une no agora,
É a divergência errante do passado,
A ingénua confiança no convergente futuro,
O espírito divinal que suplanta o poder desusado.
A perspectiva da consciência colectiva,
É redutora na sua transparente inocência,
Sonhada que é na empolação padronizada,
Sonhada que é na desarmonia exacerbada.
Nada que se quede portanto,
Nada que se se perde,
Nada que se perspective,
Nada que se entranhe no descobrir do colectivo consciente em sede.