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A Esquina do Desencontro

Histórias de Desencontros Ficcionais (ou Não) na Esquina da Vida

A Perspectiva da Consciência Colectiva

15.12.25 | Cuca Margoux

Demorado caminho escuso,

Na deambulação das almas em conluio,

Pelo trepidante caminho do falso destino,

Naquela nação perdida, que potencia engano profuso.

 

Um único ser universal,

Que abarca o pensamento individual,

Na restrição do mundo físico que encarcera,

A razão e a lógica infiltradas na mente confinada e estrutural.

 

O colectivo da alma,

Que rege os momentos inusitados,

Que define os tempos alinhados,

É sentido obrigatório que redefine o sentir da vil calma.

 

A consciência que se conhece,

O abstracto conduzido da fantasia,

A memória do encanto desconhecido,

Interioriza a essência de um ser menor amanhecido.

 

Somos confusão permanente,

Numa vivência rotinada e monótona,

As expectativas são revezes minimalistas,

A certeza da rotina, premência consistente.

 

Sabemos do nosso mundo,

Pequeno na grandeza do universo,

Não pensamos de todo o futuro,

Na confluência da visão solitária num espaço disperso.

 

A perspectiva do pensamento único,

Que reflecte o inebriar dos sentidos,

Que promete a colectiva consciência,

Reduz a falácia da promessa da esperança na pura ciência.

 

O que nos une no agora,

É a divergência errante do passado,

A ingénua confiança no convergente futuro,

O espírito divinal que suplanta o poder desusado.

 

A perspectiva da consciência colectiva,

É redutora na sua transparente inocência,

Sonhada que é na empolação padronizada,

Sonhada que é na desarmonia exacerbada.

 

Nada que se quede portanto,

Nada que se se perde,

Nada que se perspective,

Nada que se entranhe no descobrir do colectivo consciente em sede.