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A Esquina do Desencontro

Histórias de Desencontros Ficcionais (ou Não) na Esquina da Vida

A Esquina do Desencontro

Histórias de Desencontros Ficcionais (ou Não) na Esquina da Vida

A Paixoneta Abrasiva

Na fronte astral do interior neural ancestral, um mundo de paixões desconhecidas entorpece os sentidos ofuscados de beleza imaterial virtualizados, apenas, pela desconstrução atómica das linhas sequenciais arquitectadas, num qualquer poço perdido, em profundidade emocional. Navegando no mar do esquecimento lembrado, os seres apaixonados e apaixonantes inundam de falácias premeditadas as histórias do imaginário cognitivo rebelde, que sopra forte, na esquina do adeus, uma tal lenga lenga vibrante, com enredo tão intrincado que mais parece uma comic novel surreal. Abrasa o calor tempestuoso. Queima o coração desprotegido. Incendeia a alma aberta. A paixoneta abrasiva dos apaixonados resvala um século em tempo mortal. Morreram antes e, agora, ressuscitam e reencarnam algo mais, algo maior. As novas personagens assentam que nem luvas de pelica e escorregam facilmente, aos tropeções, desamparados, pela tinta fluida de uma escrita real, deficitária no contrabalançar dos estados sentimentais mais apurados e reticentes. As contradições e a oposição escandalosa das sátiras maquiavélicas, que espantam os espíritos nobres embrenhados nas cabeças diletantes e ocas dos figurantes ausentes, mas pacificadores, esquentam os delírios impulsivos e electrizantes das falas deixadas no ar. Levam-nas o vento pálido, que chama o tesouro enterrado na lonjura da vida futura. Aquela paixoneta queima. Leve. Levemente. Primeiro. Depois, mata. Os apaixonados desapaixonam-se e desligam das fichas os fios que os movimentam, quais marionetas experimentais. A corrente eléctrica volteia os tempos e celibatária, elimina os terminais extra pendurados numa outra corda mortal, que não a deste universo ritualizado. Nuvens, ao longe, transbordam a essência do momento momentâneo. O sol espreita no pano corrido e a cortina afasta a solidão. Os apaixonados desapaixonados interrompem a viagem paralela e focam o olhar no horizonte visual. A pena é para uns quaisquer. As vitórias para alguns. As verdadeiras conquistas, o encerrar do dúbio do affair despropositado, para iluminados. Desapaixonados da paixoneta abrasiva, flutuem em sonhos de liberdade apaixonada e apaixonem-se, de novo, uma vez mais, para sempre, quem sabe...

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