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A Esquina do Desencontro

Histórias de Desencontros Ficcionais (ou Não) na Esquina da Vida

A Esquina do Desencontro

Histórias de Desencontros Ficcionais (ou Não) na Esquina da Vida

A Justiça

Justiça. Equidade. Será realmente possível dissertar sobre justiça? Verdadeiramente? Numa abordagem primitiva e puramente leiga, arriscamos palavras conjugadas, numa pseudo análise abstracta e divergente. Na realidade, invariavelmente, o mundo, a vida, são caracterizados pela premente e inequívoca sensação castradora de que a justiça só se faz para alguns ou não se faz de todo. Nas suas perspectivas diferenciais existencialistas, a justiça carece de enquadramento, devidamente contextualizado, para reverter razão consequente e compreensível, decorrente de acções sequenciais que culminem na mobilização do senso generalizado, adequando leis costumes, tradições, cultura, às diversas realidades sociais e civilizacionais. A aplicação destas linhas orientadoras, descritivas de um conjunto elaborado de regras verificáveis e sentenciadoras, traduz a ordem, a segurança e a confiança natural e expectavelmente associadas ao sistema. Profeticamente, a justiça espera-se célere; só assim prossegue positiva e efectivamente os seus propósitos. A justiça é de todos e para todos. A descrença crescente, quanto aos fundamentos factuais, reais e realizáveis da justiça, prende-se com a contínua tendência para o desvirtuar incólume de princípios básicos de funcionamento generalizado de instituições e dos seus respectivos representantes, olvidando-se a necessidade escrupulosa de imparcialidade concisa e observável, na aplicação dos mandamentos jurídicos empregáveis. Assim, o que se espera e o que acontece, antagonizam situacionalmente posicionamentos, drástica e dramaticamente, oponentes. Esta percepção, que se esperaria enviesada, é consistente com a idealização cultural e histórica de uma justiça ineficiente e ineficaz, na sua aplicabilidade última. Dificilmente, as transformações visíveis se afigurarão no presente, mas os agentes da mudança estão a trabalhar nesse sentido e, com um pouco de paciência, resiliência, perseverança e tenacidade, a médio/longo prazo, talvez, possamos, com convicção, falar de justiça efectiva. Justiça. Equidade.

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