A Incontornável Comoção da Verdade Alternada
Na configurada metodologia,
A fala arrastou depressa,
Num simbolismo antagónico,
Numa miragem de insuspeita nostalgia.
A verdade oculta,
Virada na observação perspicaz,
Comenta retiro aleatório,
Desprende a comoção de um sonhar em paz.
A caminhada desenvolvida,
Num esgar de contida dor,
Determina a verdade partida,
Regra o sentido de um regressar sem fulgor.
Não se foge da regra,
Não se sonha com a luxúria,
Não há encanto que perdure,
Numa alternância manchada pelo olvidar da cúria.
Encenada a verdade,
Apartada a doce inverdade,
O pranto pasmado se revela,
O assombro se vela.
O assomar de uma outra certeza,
O desdizer do que foi dito,
A comovida inveja desgraçada,
O ser que se entrega no inconformado confronto da falsa graça afrontada.
Em certo o torto,
Em torto o certo,
Deferir o erro correcto,
Inventar o erro incerto.
A incontornável comoção da verdade alternada,
Volátil na linearidade precária do tempo,
Suspensa na temporária vivência do momento,
É apenas um pequeno instante alheado no estreito pensamento.
Assim, a alternância se esconde,
Na mentira verdadeira,
Na comoção sobranceira,
No contorno falseado da medida rasteira.