A Inconclusiva Razão do Estranho Existir
Demorada falácia,
Que regenera as dúvidas consistentes,
Numa deambulação errática,
Que define as ousadas gerações, mais persistentes.
No limiar da inocência,
Acreditar na razão maior engana,
Mas, o apartar da alma redefine a contenda,
Numa luta interior pelo poder que grita resiliência.
Num mundo a definhar,
O estranho sentir prevalece,
Incumbido pela alma viajante,
Que escreve torto o certo errante.
Existir na memória,
No espaço de uma vida agitada,
Na universalidade da existência,
No canibalizar do discurso recto sem violência.
Era a vida primeira,
Na inconclusiva subsistência,
Na demanda da razão inquieta,
Na viragem de um existir fugaz, na beleza da subida da esquiva ladeira.
Brincar com o coração,
Nesta doce existência regrada,
Afasta um maravilhoso turbilhão,
Feito de inexistência visível e conturbada.
As variações dos humores,
No decantar de um qualquer trejeito,
Revelam a conclusão inacabada,
Que determina o viver experimental sem jeito.
A inconclusiva razão do estranho existir,
Que embala o desencanto da promessa fantasiosa,
Contorna os ditames quotidianos,
Numa benevolência esquiva que incentiva profundos enganos.
Premiar o extraordinário,
No existir em estranheza,
Revela o que se não sabe sobre a vida,
A verdade oculta que nos define sem definição, mas com destemida destreza.