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A Esquina do Desencontro

Histórias de Desencontros Ficcionais (ou Não) na Esquina da Vida

A Esquina do Desencontro

Histórias de Desencontros Ficcionais (ou Não) na Esquina da Vida

A Entrevista de António Costa

Está a ser feito um louvável esforço em prol da estabilidade governativa do país. O projecto é para durar quatro anos e assim se quer que vingue na íntegra. Assim, também, se subentende na TV e assim se sente um pouco por todo o país, nos mais variantes quadrantes de intervenção passiva e/ou activa. Os portugueses estão muito atentos e esperançosos.

Pela primeira vez, assume-se, entre partidos improváveis, que as ideologias são, de alguma forma, relegadas para um segundo plano e que a prioridade é encarrilar o comboio desnorteado, há demasiado tempo, num andamento mais controlado, sequencial, recondutor de plenitude para alcançar um equilíbrio mais igualitário quando parar, finalmente, na plataforma da sua estação terminal.

O condutor parece querer liderar a máquina locomotiva com ponderação e bom senso, até porque os solavancos e as avarias que foram experimentados ao longo do duro percurso descarrilado e frustrante anterior, deixaram mazelas desconcertantes e os utentes desorientados e desesperados.

Apesar das questões directas e frontais, provocatórias e minuciosamente preparadas para garantir todo um evoluir controlado, limitado nas fronteiras do contexto e, marcadamente, condicionador em alguns trechos do output da entrevista, o que é natural e razoável no jornalismo de informação (as questões difíceis têm de ser colocadas e há que haver o atrevimento de ir mais longe no querer saber futuro), o nosso “Mestre de Máquina” desempenhou o papel que lhe foi destinado com a segurança e a confiança expectáveis, tendo em conta que falamos duma mestria mais tecnicista, pragmática e focada em resultados práticos, do que propriamente denotadora de dons de oratória puramente política e estritamente vocacionada para a auto-promoção ou não altruísta.

Parece, por isso, tendo em conta que o fio condutor foi sempre prontamente recuperado, quando eventualmente se perdia no “choque do primeiro impacto” ou no “embate do confronto”, pelo “Mestre de Máquina”, que o pleno sucesso governativo está garantido e de boa saúde. Assim, queremos crer e, assim, esperamos, muito sinceramente. Estabilidade e, quem sabe, alguma Felicidade, no nosso médio prazo nacional. Será mesmo o futuro?

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