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A Esquina do Desencontro

Histórias de Desencontros Ficcionais (ou Não) na Esquina da Vida

A Dicotomia da Doce Robotização Humana

26.07.19 | Cuca Margoux

A emblemática e assombrosa revolução das máquinas pensantes agoira-se muito mais real do que antes era expectável. As gerações desatentas serão arrumadas. O esquecimento do desenvolvimento humano será um processo sincronizado e construído sob a égide de uma falácia realmente enganadora de que as máquinas verdadeiramente são substitutas fiáveis da humanidade do ser. A robotização pragmática redundante, que desafia todas as regras éticas conhecidas, e que constrói uma realidade virtual na mente, mas concreta na prática, fará olvidar a essência de todas as decisões humana, a lógica emocional. Não se explica, nem se transmite a uma máquina, ainda que seja fruto de machine learning ou detentora de inteligência artificial. Na realidade, queremos mesmo automatizar a humanidade? Rotinar ao extremo processos e procedimentos? Deixar as decisões para autómatos e máquinas “inteligentes”? Onde cabe o imprevisto? A emoção humana transposta para essa realidade? Fala-se constantemente da complementaridade homem máquina, que eventualmente se revelará mais frutífera num futuro muito breve, no entanto, a extrematização e a artificialização de toda a realidade humana do ser, por certo, sem a orientação devida e a concretização ética e responsável consistente, resultará num exercício catastrófico e por demais destrutivo. Apoquentem-se pois, as gentes, no seu mais profundo pensamento emocionalmente racional e racionalmente emocional. O trunfo da humanidade recai na capacidade de ainda encontrar o lado doce da robotização humana. Um estádio abstracto e não totalmente clarividente. Uma passagem para a outra margem, num outro paralelo, num outro lugar.