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A Esquina do Desencontro

Histórias de Desencontros Ficcionais (ou Não) na Esquina da Vida

A Esquina do Desencontro

Histórias de Desencontros Ficcionais (ou Não) na Esquina da Vida

A Desmedida Humana Social

A normalização factual dos dados informativos, quantificada pela parametrização milimetricamente associada a consequências métricas inibidoras de irracionalidade parcial ou extrapolada, vetam qualquer premissa de pura e virgem humanização social infantil. As medidas agrupadas e compartimentadas, conscienciosamente, nos enquadramentos sociais parentais mais estruturados (não se iludam, existem comprovadamente nos desestruturados também, até porque a desestruturação é questionável, não existe um modelo regedor claro; o enviesamento é que não é mensurável de uma forma criteriosamente explicável e explícita), despoletam acções crentes de incursão programável e controlável num marasmo de emoções adolescentes, hormonalmente inacabadas, e sujeitas a pressões desmesuradas que se prendem com a concretização do futuro, familiar, mas, acima de tudo, profissional, agora. A espera equívoca de que um tempo possível irá ajustar os desajustes emocionais e hormonais rege, intuitivamente, a parentalidade, num positivismo esperançoso de mudança real e concreta. Na realidade, esta ilusão pragmática, canaliza o centro nevrálgico dos progenitores para um vórtice irreal que fomenta o processo de reestruturação adaptativa, no contexto familiar, cuja consequência primeira será não a ultrapassagem do problema, mas sim, a comiseração e o consumo interior do adulto desconcertado com os comportamentos inesperados, por parte do adolescente. Assim, as regras são fictícias. O ensino ancestral, nesta matéria, é questionável e as experiências académicas inconclusivas. Cada ser humano, nas suas diversas fases de crescimento cerebral, é substancialmente diferente e isto implica que a sua existência consciente se traduza nessa materialização diferencial, como reveladora essência de desfasamento individual e/ou social. Emocionalmente, é um poço de surpresas inconcebíveis e o treino educacional e pedagógico já não se reflecte com consubstancialidade em aprendizagem positiva, positivista ou humanamente humanista. É de crer, por isso, que a existência de uma certa desmedida humana social seja efectivamente concebível, ainda que no seu anacronismo basal se revele de alicerçagem periclitante e controversa. Aceitemos apenas que é passível de existência e que rege invisivelmente o consciente inconsciente dos indivíduos mais fragilizados na desconstrução emocional, ou seja, todos aqueles cujos grupos etários se encontram nas fases de transição evolutiva mais críticas, relevo exponencial para os adolescentes imaturos e inexperientes. O trabalho parental positivista e humanista é orientar o ciclo destrutivo que encerra cada uma destas fases menos produtivas do experimentalismo primitivo da ténue vida humana. Aceite-se a resiliência infinita e a paciência incomensurável como o desafio supremo para que a desmedida humana social seja aceitavelmente integrada e progressivamente trabalhada.

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