A Cumplicidade Universalista da Apatia do Desconhecimento
A voracidade expectante,
No declínio previsto improvisado,
É esperança caducada feita de ilusão,
Que se desprende num destino profundamente enganado.
No conhecimento errático da causa,
Reside a razão da ingénua alma infértil,
Remedeia-se o momento tantas vezes desviado,
Na cúmplice extrapolação de um consenso condenado.
O enviesamento da mentira universal,
No desprovido maneirismo volátil,
Encontra desencontro dramático,
Na viela sinuosa que determina o estado cada vez mais apático.
Redundante e recorrente historial,
Que reduz o saber certo do conhecimento,
O pensamento crítico relevante,
O avanço da mente perfeita esfuziante.
Na demagogia da crítica democrática,
O estilo renegado avança,
Num desprovimento feito de lógica simplificada,
Em que o mundo retrocede na divagação planeada.
Estreitos laços reabertos,
Na recorrência pérfida da ferida constante,
Que descompromete a protecção,
O prolongar da vida e o compromisso com a razão.
A universalidade do premeditado engano,
Traduz monumental desvio condenatório,
Reduz a verdade da boa acção,
Num movimento escuso feito de pura e vil distorção.
As palavras dissonantes,
Que entoam no discurso manipulado,
Saboreiam um estado de alma mais ousado,
Na abrangência de uma estratégia em tom nada moderado.
A cumplicidade universalista da apatia do desconhecimento,
Relembra o voto condenado,
O renegar do bom senso ponderado,
Da vitalidade da mente pensante livre, crítica, ajuizada, afinal, limitada ao condicionamento obrigado.