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A Esquina do Desencontro

Histórias de Desencontros Ficcionais (ou Não) na Esquina da Vida

A Esquina do Desencontro

Histórias de Desencontros Ficcionais (ou Não) na Esquina da Vida

5 de Outubro de 1910

Diversas forças militares sublevam-se na noite de 3 para 4 de Outubro 1910 contra a Monarquia. Após acesos combates, esta é derrubada e, dois dias depois, proclama-se a República.

A proclamação da República é feita das varandas da Câmara Municipal de Lisboa, na manhã do dia 5 de Outubro de 1910. Trata-se do resultado de um longo processo, iniciado ainda no século XIX, que foi criando na população, especialmente em algumas elites, a vontade de mudar o regime.

Os confrontos que envolvem civis e militares, de um lado e do outro, a partir do dia 3 de Outubro, dão a vitória ao Partido Republicano.

Logo no dia 5 de Outubro, o Rei e a família abandonam Portugal, embarcando na Ericeira a caminho do exílio.

in ensina.rtp.p

 

Não é difícil viajar ficticiamente no tempo e na história da História, para encarnar momentaneamente o papel intenso, combativo, transformador, revolucionário e tempestivo das nossas acérrimas personagens principais, num contexto complexo e convulsivo. Ânimos ao rubro, movimentações estratégicas, dinâmicas políticas encenadas e, depois, operacionalizadas no terreno, conjunturas e desfechos incertos, estados de alma irresolutos. A sociedade mudou, a política mudou e Portugal também mudou, inevitavelmente. O que estes intervenientes visionariamente alcançaram, culmina na realidade actual. A República, a Democracia, foram sofridas e são sofridas. As liberdades ainda sofrem condicionamentos intencionalmente controlados, sob pena de estilhaços utópicos e irrealistas se projectarem no tecido social, causando mossa irreversível e desgoverno. A Anarquia sempre foi vista como uma ameaça concreta, a Monarquia como uma ditadura divina de iluminados nobres. Os divergentes políticos e sociais existem. Aqueles que vão além do sistema implementado e aceite. Mas, então, se se defendem a liberdade e os direitos de todos e para todos, porque não são passíveis de existência, sistemas políticos alternativos, modos de pensar diferenciados, idealismos criativos e inovadores, impulsionadores de mudança radical evolutiva? Na realidade, o espírito crítico da sociedade, previne o caos. Continua a reger-se pela ordem e pelo regramento, pelo lógico, pelo consequente, pela causa efeito conhecido e devidamente documentado e explicado. A standardização é previsível, controlável, convergente e pouco manipulável, não dando azo a experimentações ou ideais sonhadores e quiméricos. Assim, sonha-se, mas, apenas, com o que existe. Os ideais republicanos foram um teste. As mudanças são sempre um teste. Duro. E podem correr bem. Ou não. Pense-se nestes personagens históricos como empreendedores civilizacionais e sociais. A excepção à regra que correu bem, que foi bem sucedida. Uma conquista, talvez, inesperada para muitos, que não acreditavam numa mudança efectiva. Medite-se sobre as conquistas que foram abarcadas, pela abrangência e envolvimento social. Medite-se sobre as sequências e consequências, resultados, sucessos e insucessos e filtremos sempre a aprendizagem positiva, para evitar erros futuros e assimilar no ADN nacional positivista o bom e o melhor de toda uma experiência única. 

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