A linearidade existencial que vai percorrendo os ciclos rotinados quotidianos, divididos e complexos, desta nossa grande, mas temporária, viagem terrena, é enganadora e frágil. Somos feitos de pequenas peças desdobráveis conjugadas, de múltiplas experiências enviesadas e falhadas partilhadas, de dinâmicas vivências desgovernadas aglomeradas. Os anos vão correndo livremente e a nossa aprendizagem determina que, passado um certo ponto, tudo coloquemos em perspectiva. Alguns, chamar-lhe-ão “sabedoria”, outros, “aceitação”. As lógicas referenciais são influenciadoras, as quais volatizam a realidade das diversas sessões diárias experimentalistas. É, por isso, que gostamos de rotinas, que gostamos tanto de rotinas, e que nos apegamos desmedidamente ao que já conhecemos e pensamos controlar. A fuga a tudo aquilo que é padronizável, é um risco que evitamos a todo o custo. Se, normalmente, já reina a incerteza, porquê complicar ainda mais esta falsa linearidade, que achamos poder controlar? Os planos são apenas residuais, numa roda-viva de imprevisibilidade redundante e recorrente, que teima em abarcar o universo de uma razão construída por outros. Cada consciência, limitada ao seu estado abstracto terreno, é magnânima na sua infinita concepção universal, fazendo parte de um todo consciencial muito mais complexo e expedito, no entanto, incompreensível. A nossa universalidade é relevante, ou manifestamente irrelevante. A nossa consciência, a nossa alma, inimitáveis, e, por isso, únicas. Se pudéssemos perguntar a todos os que já viveram qual a lição mais preciosa que levam das suas vidas, qual seria a resposta? Na sua evidente diferença quotidiana, os nossos referenciais divergem na confluência de lógicas incompreensíveis, premiando-se a sobrevivência e renegando-se, tantas vezes, a boa acção, motivados pela coacção incontornável, pela falta de bom senso e pela inexistente ponderação. Já todos fizeram algo que nunca pensaram fazer, ou que nunca planearam levar a cabo. A capacidade de improviso, quando confrontados com problemáticas situacionais de decisão crítica com risco, revela-se profundamente decisiva e, muitas vezes, a razão colectiva é absorvida pela razão da sobrevivência individual. O instinto de sobrevivência prevalece na nossa essência, fomos geneticamente programados para que tal aconteça. A minha maior curiosidade é saber quem nos programou na nossa imperfeição perfeita, na nossa aprendizagem incompleta, no nosso conhecimento e saber em construção, no nosso desenvolvimento e crescimento físico extraordinários. Quando o nosso ciclo de maturidade se completa, começamos pequenos, tornamo-nos grandes e terminamos pequenos, de novo. Ainda mais curioso é utilizarmos uma estrutura gigantesca, a que chamamos corpo, para protegermos acerrimamente uma outra estrutura ainda mais extraordinária, à qual chamamos “cérebro”. Os extraordinários caminhos das nossas vidas enchem-nos, ensinam-nos, dão-nos inspiração e iluminura para continuarmos, são desvios necessários e inesperados que nos elevam e que fazem transparecer a nossa essência. Somos observação, escuta, toque, sensação, emoção e sensibilidade. Somos lógica e conexão, relação e continuidade. Somos existência terrena e espiritual. Somos o que sentimos e o que imaginamos. Somos realidade e fantasia. Somos a quimera sonhada. E quando todos os nossos caminhos se cruzam, somos melhores. Filtrar o melhor de cada um e assimilar as experiências com sentido crítico, define deterministicamente aquele novo olhar que agrega não só a factualidade da realidade, como também a esperança num futuro expectável, mas ainda não conseguido. Sejamos, pois, mais reais, verdadeiros, e menos virtuais, porque o enviesamento humano provocado pelo desvio tecnológico carimba, negativamente, o pensamento humano benéfico e benévolo. Ou não.
O “great flattening” (ou grande achatamento) é uma tendência na estrutura organizacional na qual as empresas estão a acabar deliberadamente com as funções de gestão intermédia para diminuir hierarquias, reporta o HRD.
Em vez de ter um líder de equipa que reporta a um gestor, que por sua vez reporta a um gestor sénior, ao director e, finalmente, à gestão de topo, as organizações estão a eliminar muitos destes títulos. O resultado são equipas maiores por gestor, com um contacto mais directo entre os líderes seniores e a equipa operacional.
Entre a sucessão na Fed e a celebração dos 250 anos dos EUA, o cheque em branco orçamental de Berlim e a ofensiva tecnológica de Pequim, 2026 vislumbra-se num teste de stress à economia global.
Se 2025 foi o ano em que a economia mundial desafiou os profetas da desgraça, evitando uma recessão global que parecia inevitável, 2026 perfila-se como o ano da verdade. O mundo entrou num período que o UBS descreve provocadoramente como uma tentativa de atingir a “velocidade de escape”, o momento em que o impulso da inovação e do estímulo consegue finalmente libertar a economia da força gravítica da dívida e do baixo crescimento.
por Alexandra Correia, Filipe Luís e Manuel Barros Moura
Com as guerras em Gaza e na Ucrânia longe de terem um fim e o mundo mergulhado num caos conduzido a partir, nomeadamente, da Casa Branca, o ano que passou trouxe-nos a perda de figuras emblemáticas, mas também o regresso a grandes conquistas desportivas.
O avanço da Inteligência Artificial (IA) marcou uma nova era na forma como empresas e organizações realizam processos de recrutamento e seleção de candidatos. A capacidade da IA de analisar dados, identificar padrões e tomar decisões aparentemente objetivas gerou otimismo quanto à eficiência e eficácia dessas ferramentas. No entanto, essa revolução tecnológica trouxe à tona um debate ético crucial sobre os impactos da IA na vida das pessoas, especialmente quando se trata de questões de diversidade, equidade e inclusão.
Cecília Arraiano, investigadora coordenadora no ITQB NOVA, é a primeira mulher a presidir a Academia Europeia de Microbiologia.
Cecília Maria Arraiano, investigadora coordenadora no ITQB NOVA, é a nova Presidente da Academia Europeia de Microbiologia. Torna-se, desta forma, na primeira mulher, bem como a primeira pessoa do sul da Europa, a presidir à Academia, 16 anos após a sua fundação.
O setor do turismo continua a evoluir ao ritmo das mudanças sociais, culturais e emocionais dos viajantes, o que levou a MSC Cruzeiros a compilar e revelar seis grandes tendências de viagem que já estão a influenciar o comportamento de reserva dos passageiros para 2026 e que irão moldar o futuro das viagens, onde a experiência, a personalização e o bem-estar assumem um papel central.
Segundo a empresa, estas tendências estão a orientar o desenvolvimento de itinerários e produtos, refletindo uma procura crescente por viagens que combinem conveniência, significado e emoção.
“2026 será o ano em que os processos se tornam mais inteligentes”. O CEO da VenuesIn, Rodrigo Nené, reflete sobre o futuro dos eventos corporativos, que será marcado pela integração da inteligência artificial, pelo foco no bem-estar, pelo impacto social e por uma sustentabilidade cada vez mais prática.
As empresas portuguesas entram em 2026 com intenções de contratação positivas, mas mais seletivas. A automação, a eficiência de processos e a reorganização interna começam a ter um impacto direto na forma como se cria e se reduz emprego.
De acordo com o ManpowerGroup Employment Outlook Survey para o primeiro trimestre de 2026, Portugal apresenta uma Projeção para a Criação Líquida de Emprego de +19%, um sinal de otimismo moderado num contexto económico ainda marcado pela incerteza global. As intenções de contratação recuperam face aos dois trimestres anteriores e regressam a níveis semelhantes aos do início de 2025, mas o ritmo abranda e o perfil das contratações muda.