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A Esquina do Desencontro

Histórias de Desencontros Ficcionais (ou Não) na Esquina da Vida

Os Universos do Ano

01.01.24 | Cuca Margoux

Demolidor final,

Numa sequência de eventos imprevistos,

Que, assim, tudo mudam,

Numa descrente circunstância de sentires mistos.

 

O início avançou,

Sem aviso ou prevenção possível,

Como uma onda de um tufão,

Como o sigilo quebrado sem ovação.

 

Naquela sala fria,

A vida mudou,

Uma família se apartou,

Um corpo quebrou.

 

A sirene soou alto,

A corrida contra o tempo começou,

A urgência tudo determinou,

O cérebro, por momentos, apagou.

 

Sem saber o que sentir,

Sem saber o que dizer,

Num ano novo ambíguo,

Num correr corrido, sem saber o que fazer.

 

A família confusa,

Esquece a boa intenção,

A raiva explode no coração,

O tempo expande a emoção.

 

A ajuda que não se pode dar,

O conflito que não se pode quebrar,

O corpo que não se pode arranjar,

Tudo encerra o pranto de um eterno amargurar.

 

Os universos do ano,

São um antes e depois estranho,

Uma casa cheia e depois vazia,

Um tempo parado que entra no espaço sem tamanho.

 

Não saber o futuro,

Não esperar a vida,

Sentir a morte perto,

É desfecho que encerra o viver imperfeito na ida.

 

Tantos universos,

Num paralelismo desigual,

Numa conta predestinada,

Feita de matéria complexa e condicional, que faz pensar: "ainda é mesmo Natal?".

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