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A Esquina do Desencontro

Histórias de Desencontros Ficcionais (ou Não) na Esquina da Vida

Desprender o Sol da Razão Relativa

01.11.23 | Cuca Margoux

Na face da Lua,

O ser aprendeu que há desconhecido,

O ser aprendeu que a vida é relativa,

A humanidade despertou para um evento apetecido.

 

Descobrir fora da urbe terrestre,

Seguir um novo caminho,

Racionalizar o impensável,

Acondicionar o imensurável.

 

Nos terrenos terrestres,

O sol aquece ainda,

Um mundo gélido que cresce,

Um mundo sem razão inocente que, por estes dias, quase desaparece.

 

Na sombra da lógica,

Na loucura da estranha razão absoluta,

Um despontar atento, mas aflito aumenta,

No trilhar de um caminho feito de senda irresoluta.

 

A razão relativa tudo abarca,

Num mundo despegado de si,

Despegado de amor e de benevolência,

De sensibilidade, bom senso e verdadeira apetência.

 

Os pés caminham,

Transportam um corpo quebrado,

Um coração amargurado,

Uma mente preocupada e uma alma periclitante, num caminho furtado.

 

Desprender o sol da razão relativa,

Epopeia descontrolada,

Na busca de um sentido sem sentido,

Na busca de um propósito justificado, perdido.

 

Na relativização da mente,

O conhecimento será contornado,

O saber profundo, desviado,

O pensamento crítico ausentado.

 

Na vilania das proposições,

Nas premissas desimpedidas,

No encarar da verdade relativa,

O sol nascerá obtuso, desprendido da iluminura apelativa.

 

Assim, se escondem os caminhos serenos,

A natureza maternal e protectora,

A vida regrada e contínua,

O nascer eterno, a magia do espírito imortal, os seres plenos.

 

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